Ao menos duas pessoas morreram nesta quarta-feira por disparos em localidades da Síria em um dia em que a oposição convocou uma greve geral contra do regime de Bashar al Assad.
O Observatório de Direitos Humanos sírio informou em comunicado sobre a morte de uma pessoa por disparos das forças de segurança em um bairro da cidade de Homs (centro do país). Quatro foguetes caíram em uma localidade próxima.
A outra morte também por disparos de arma de fogo ocorreu em um posto de controle na província setentrional de Idleb, em um ataque com três feridos.
Na mesma província, cinco pessoas ficaram gravemente feridas após receberem por tiros das forças de segurança que tentavam conter uma manifestação.
Na província meridional de Deraa, sete pessoas ficaram feridas, apontou o Observatório. Os Comitês de Coordenação Local, que reúnem várias redes de ativistas opositores, indicaram que em outra localidade de Deraa as forças da ordem atacaram diversas lojas em resposta à greve geral.
Nos arredores de Damasco foram ouvidas explosões de bombas e tiroteios em algumas áreas coincidindo com o começo do dia de greve geral convocada pela oposição.
Duas explosões fortes e disparos ocorreram ainda em Homs. Em Hama, no centro do país, houve disparos de artilharia pesada em um hospital.
Precisamente, o Ministério da Saúde sírio negou as acusações de Anistia Internacional, que na véspera denunciou que os hospitais do país estão se transformando em instrumentos de repressão contra os opositores.
Em nota divulgada nesta quarta-feira pela agência oficial de notícias “Sana”, o ministério considerou que o relatório da organização está “cheio de contradições e falsidades”.
As informações não puderam ser confirmadas com independência devido às restrições impostas pelo regime de Damasco aos jornalistas.
Nesta quarta-feira está previsto que um comitê da Liga Árabe presidido pelo Catar se reúna com o presidente Assad em Damasco para abrir diálogo entre o regime e a oposição, o que foi criticado por esta última parte, que acredita que a iniciativa árabe só procura alongar a repressão contra os civis.
Desde meados de março, a Síria é palco de revoltas populares contra o regime de Assad, que causaram mais de 3 mil mortes, pelos últimos números da ONU.