Pelo menos sete pessoas morreram nesta segunda-feira em Sana, entre elas um bebê, durante um tiroteio entre tropas fiéis e de oposição ao governo do Iêmen, e dois manifestantes foram mortos em um confronto na cidade de Taiz, no sul do país.
O tiroteio na capital Sana, como constatou a reportagem da Agência Efe, começou nos arredores da Praça Tahrir quando a Guarda Republicana e as forças de segurança tentavam retirar os manifestantes que estavam no local, epicentro dos protestos contra o regime do Iêmen.
A tentativa de dispersão provocou um confronto que ainda prossegue entre as forças leais ao presidente Ali Abdullah Saleh e um grupo de militares partidários da oposição e seguidores do general desertor Ali Mohsen Al Ahmar.
Cinco das vítimas foram atingidas na cabeça, enquanto fontes de um hospital de campanha situado na praça informaram também sobre a morte de dois soldados desertores.
Depois da repressão policial da véspera, quando morreram 27 pessoas, os manifestantes da oposição tentaram novamente nesta segunda-feira se dirigir à avenida principal de Zubairi, um dos acessos à Praça Tahrir, ao palácio presidencial e outras sedes governamentais.
O objetivo dos ativistas da oposição é chegar ao Palácio Presidencial e à residência do líder da Guarda Republicana, Ahmed Ali Abdullah Saleh, filho do líder do Iêmen.
Segundo testemunhas consultadas pela Efe, duas pessoas morreram na cidade de Taiz, onde manifestantes também estão tentando chegar à sede do governo local.
Os enfrentamentos coincidem com a chegada nesta segunda-feira a Sana do enviado especial da ONU ao Iêmen, Gamal bin Omar, para acompanhar a situação no país, segundo a agência oficial de notícias iemenita “Saba”.
Desde 27 de janeiro, o Iêmen vive uma revolta popular em prol da saída de Saleh, que está na Arábia Saudita se recuperando dos ferimentos que sofreu em um atentado em junho.
Em 12 de setembro, Saleh delegou poder ao vice-presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, para negociar uma transferência pacífica do poder, um gesto que continua sem satisfazer às exigências da oposição.