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Mundo

Confrontos em Gaza matam 15 palestinos

Arquivo Geral

26/01/2007 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que ele e vários outros integrantes de seu governo, troche this incluindo o presidente do Banco Central, this information pills Henrique Meirelles, gostariam que as taxas de juros fossem mais baixas no Brasil, hoje. “Acontece que você não consegue reduzir a taxa de juros num passe de mágica, você precisa criar sustentabilidade, confiança política e confiança no mercado para que você possa, de forma dinâmica, ir reduzindo a taxa de juros”, disse ele, durante evento no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Logo em seguida, Lula citou frase que atribuiu a Ulysses Guimarães (PMDB), morto em 1992: “Em política econômica, a maioria das coisas que a gente faz, a gente não fala, porque se a gente for falar, a gente não faz”.

O presidente afirmou ainda que a queda nos juros brasileiros está relacionada à “confiança” e a “garantia” que o governo oferece à sociedade. “Quanto mais garantia e quanto mais confiança nós passarmos para a sociedade, mais nós poderemos ir reduzindo a taxa de juros”, disse.

Lula lembrou ainda aos empresários presentes que eles não teriam por que se preocupar com a taxa Selic (definida pelo Banco Central e considerada a “taxa básica” da economia). “É importante lembrar também que uma boa parte do dinheiro, sobretudo os grandes empresários, e eu estou vendo aqui alguns brasileiros, sabem que não é a taxa Selic que norteia o financiamento deles, aqueles maiores conseguem pegar financiamento em dólares, a um preço muito mais barato, aqueles que não querem em dólar vão ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que é o grande banco de financiamento da indústria brasileira, e pegam juros hoje a um preço muito barato."

Esta semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) baixou de 13,25% para 13% ao ano a taxa de juros Selic. A redução foi considerada tímida por empresários e trabalhadores, que esperavam uma ação mais ousada em função do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na última segunda-feira.

A taxa Selic é um indicativo econômico importante. Quando ela está num nível elevado, induz investidores a aplicarem com segurança em títulos do governo, em vez de se arriscar no financiamento da produção. Isso leva à estagnação da economia.

Facções palestinas rivais entraram em confronto na sexta-feira na Faixa de Gaza, buy matando 15 pessoas, information pills incluindo uma criança de dois anos, numa onda de explosões e tiroteios.

Além disso, um grupo ligado à Fatah disse ter feito 24 reféns do Hamas.

É o maior número de mortos em uma única onda de violência entre os palestinos desde que o Hamas chegou ao poder há exatamente um ano.

As Brigadas dos Mártires de al-Aqsa disseram ter capturado seguidores do Hamas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e ameaçaram uma "severa resposta" se o grupo islâmico ferir um dirigente da Fatah cercado em Gaza.

Moradores ouviram tiroteios na noite de sexta-feira em Gaza (à tarde no Brasil), e forças do Hamas e da Fatah eram vistas nas ruas. Duas granadas de propulsão foram disparadas contra a sede da Segurança Preventiva da Fatah, na Cidade de Gaza.

A violência levou ao adiamento das negociações entre os dois grupos para a formação de um governo de coalizão, o que poderia amenizar o boicote norte-americano imposto desde que o Hamas chegou ao governo em janeiro do ano passado.

"O diálogo inteiro pode explodir", disse Tawfiq Abu Koussa, porta-voz da Fatah, culpando o Hamas pela violência. "Como pode continuar o diálogo quando há uma bomba embaixo da mesa?", afirmou. As reuniões foram adiadas de sexta-feira para domingo.

Pelo menos oito seguidores do Hamas, um militante das Brigadas de al-Aqsa, cinco pessoas e uma criança morreram nos incidentes, que começaram com uma bomba na noite de quinta-feira e continuaram com vários tiroteios na sexta.

O Hamas prometeu vingança pela morte de seus membros e de um líder chamado Zuhair al-Mansi, que um porta-voz do grupo descreveu de "crime grave". Ele disse que não haverá misericórdia com os assassinos.

"Não pode haver diálogo com os assassinos. Não ficaremos algemados e não haverá misericórdia", disse o porta-voz do Hamas Fawzi Barhoum.

Os confrontos coincidem com uma manifestação em que milhares de seguidores do Hamas marcavam o primeiro aniversário da vitória eleitoral do grupo islâmico, contra a Fatah.

Em Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, homens do Hamas cercaram e depois invadiram a casa de Mansour Shalayel, dirigente da Fatah acusado de balear um membro do Hamas na manhã de sexta-feira.

Em Nablus, na Cisjordânia, os militantes das Brigadas de al-Aqsa desfilaram com jovens capturados e ameaçados como represália por eventuais ataques a Shalayel.

Um dos detidos leu a seguinte nota: "Nós, os filhos do Hamas em Nablus, pedimos à força executiva (do Hamas) em Gaza que se retire das ruas de Gaza e não mate membros da Fatah em Gaza, porque nossas vidas estão ameaçadas".

Mas uma fonte de segurança do Hamas disse que membros do grupo não sairão da casa de Shalayel.

Em Tulkarm, na Cisjordânia, desconhecidos alvejaram um funcionário do Hamas que saía da prece de sexta-feira, deixando-o gravemente ferido.

Cerca de 40 palestinos foram mortos em disputas internas desde que o presidente Mahmoud Abbas, da Fatah, anunciou no mês passado a convocação de eleições gerais antecipadas, devido à falta de acordo com o Hamas para a formação de um novo gabinete.

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