Uma manifestação convocada hoje na Faixa de Gaza em homenagem ao líder palestino Yasser Arafat deixou sete mortos e 150 feridos, unhealthy quinze deles em estado grave, purchase informaram fontes da direção do hospital Shifa de Gaza.
Apesar de inicialmente fontes médicas terem estimado o número de mortos em doze, a direção do hospital disse que seriam apenas sete, quantidade também confirmada por responsáveis do serviço de emergências na Faixa de Gaza.
Os confrontos foram registrados entre os participantes de uma grande concentração em Gaza por ocasião do terceiro aniversário da morte de Yasser Arafat, fundador do movimento Fatah e primeiro presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
O ato havia sido autorizado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla a Faixa de Gaza desde junho, quando pegou em armas contra a autoridade do presidente da ANP, Mahmoud Abbas.
Testemunhas disseram que forças do Hamas agrediram ativistas do Fatah que participavam da concentração com bandeiras amarelas do movimento, atiraram pedras e depois abriram fogo contra eles.
Segundo outras fontes, milicianos ligados ao Hamas atiraram contra um grupo de ativistas armados do Fatah, e a Polícia se uniu ao tiroteio.
O movimento Fatah acusou a Polícia do Hamas de ter recebido instruções de sua liderança para sabotar a concentração, que contava com a presença de centenas de milhares de palestinos.
“Eles (os policiais do Hamas) ficaram furiosos ao ver tantos membros do Fatah e simpatizantes na manifestação”, disse um membro do movimento nacionalista que participou do ato.
Centenas de milhares de palestinos, segundo diversas estimativas, se concentraram hoje na praça Al-Khatiba, próxima à Universidade Al-Azhar, para render tributo a Arafat, na primeira demonstração de força do Fatah desde que o Hamas tomou a Faixa de Gaza.
Os participantes estavam com bandeiras amarelas do Fatah e palestinas, além dos tradicionais kaffyeh, lenço quadriculado que Arafat costumava usar.
A concentração era acompanhada de perto por centenas de agentes da Força Executiva, corpo policial criado pelo Hamas em 2006, e no domingo porta-vozes do Ministério do Interior em Gaza disseram que não permitiriam provocações.
Em nota de imprensa, o ministério afirmou que dezenas de militantes do Fatah subiram nos telhados de prédios próximos ao local da manifestação e começaram a disparar contra os policiais do Hamas que controlavam o trânsito.
Na concentração, os palestrantes do Fatah condenaram a revolta dos islamitas e pediram o retorno à situação anterior a junho.
“Apesar do golpe, a concentração demonstra que Gaza ainda é do Fatah”, disse um dos oradores.
O Fatah afirmou que os policiais do Hamas tentaram impedir o acesso aos participantes em controles de estrada que tinham estabelecido desde a manhã.
Ahmed Heles, dirigente do movimento nacionalista em Gaza, estimou que 500 mil pessoas, ou seja, um terço da população da região, teriam participado do comício convocado sob o lema de “Lealdade ao falecido Yasser Arafat”.