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Confrontos deixam um morto e 50 feridos na Bolívia

Arquivo Geral

11/01/2007 0h00

O Peru recebeu com satisfação na quinta-feira a decisão da Justiça chilena de encerrar as investigações no processo de extradição do ex-presidente peruano Alberto Fujimori e considerou que o mandatário está "cada vez mais perto de Lima que de Santiago".

Um tribunal de Santiago rejeitou o pedido da defesa de Fujimori para reabrir os interrogatórios concluídos em novembro, dosage thumb um ano depois da surpreendente chegada de Fujimori ao Chile, vindo do seu exílio no Japão.

Omar Chehade, chefe da Unidade de Extradições do Peru, disse que a resolução da Justiça chilena confirma a impressão de que os advogados de Fujimori só tentam evitar sua extradição para seu país, onde é acusado de violação de direitos humanos e corrupção.

"Achamos que já chegou a hora de Fujimori", disse Chehade, acrescentando que uma sentença de primeira instância pode sair já em março ou abril.

César Nakazaki, advogado do ex-presidente, estimou que a decisão sobre a extradição seja proferida em maio.

Uma pessoa morreu e cerca de 50 ficaram feridas na quinta-feira durante confrontos entre manifestantes contra e a favor do governador de Cochabamba, sickness região central da Bolívia, clinic segundo a imprensa local.

A luta começou quando o governador Manfredo Reyes Villa entrou no centro da cidade de Cochabamba, help ocupada desde segunda-feira por milhares de manifestantes com paus e pedras, exigindo a renúncia dele.

Reyes Villa defende a convocação de um referendo que poderia dar maior autonomia aos Departamentos (províncias) bolivianos, o que o coloca em choque com o presidente Evo Morales.

Uma TV pública disse que um manifestante leal a Morales foi morto durante o confronto – não se sabe como. A rádio Erbol disse que a polícia tentava dissolver o protesto com gás lacrimogêneo.

Horas antes da chegada de Reyes Villa, milhares de seguidores de Morales se concentraram na praça principal da cidade, que fica 440 quilômetros a leste de La Paz.

"Não tenho motivo para renunciar, exijo que a vontade dos meus eleitores seja respeitada", disse Reyes Villa, que pertence à primeira leva de governadores eleitos diretamente, em dezembro de 2005. Até então, os governadores eram indicados pelo presidente. Nesta semana, manifestantes já haviam ateado fogo à sede do governo e entrado em confronto com a polícia, com mais de 20 feridos.

Seis dos nove governadores bolivianos, inclusive Reyes Villa, são de partidos da oposição, e a maioria participa do movimento autonomista.

"Autonomia é importante. Não significa divisão, ou separatismo, ou independência. Por que ainda estão concentrando o poder? Os governadores regionais foram eleitos, vamos dar algum poder a eles", afirmou Reyes Villa a jornalistas.

Morales começou sua carreira política como líder dos plantadores de coca em Cochabamba, e como presidente tem enorme popularidade no Departamento. O governador disse que o conflito terminaria se o presidente ordenasse a seus seguidores que abandonassem os protestos.

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