As fontes explicaram que a força combinada de milicianos, formada por rebeldes do Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) e do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), tomaram o povoado durante horas antes de abandoná-la.
O ministro da Justiça sudanês, Mohammed Ali al-Mardi, explicou hoje que o ataque teve como alvo as forças de reserva da Polícia da localidade e que entre os falecidos está um comandante deste corpo. Mardi relatou que os agressores utilizaram 25 veículos equipados com diferentes tipos de armamento.
Além disso, afirmou que as forças “que se chamam Movimento de Justiça e Igualdade” saquearam e destruíram o quartel do corpo de Polícia, do qual levaram armamento e munição, assim como seis veículos policiais.
O ministro denunciou também a destruição do edifício do Governo, assim como o Palácio de Justiça, e assegurou que os rebeldes tinham libertado os presos que estavam em suas dependências.
A destruição alcançou certas dependências da missão da ONU no país, de onde os assaltantes levaram vários computadores, segundo Mardi.
O responsável acrescentou que seu Ministério tomará as medidas legais necessárias contra quem lançou o ataque, que se prolongou até a madrugada de ontem, aos quais descreveu como “criminosos e terroristas”.
O dirigente do movimento MLS Adam Idris assegurou que o ataque tinha acontecido em resposta à agressão das forças governamentais contra os movimentos de resistência ao longo da fronteira entre as províncias de Darfur e Kordofan.
Abu Bakr Qadeer, líder do MLS assegurou que milicianos de seu grupo tinham matado 200 agentes das forças de segurança governamentais em uma região onde estavam sendo concentradas tropas do Exército, sem detalhar a data nem o lugar.
Qadeer comentou que estas forças do Governo estavam se preparando para entrar em Darfur com a intenção de lutar contra os milicianos de seu movimento. No entanto, as fontes governamentais ainda não confirmaram nem desmentiram esta informação.
O conflito de Darfur começou em fevereiro de 2003, quando o MLS e o MJI pegaram em armas para denunciar a extrema pobreza na qual viviam e para exigir uma melhor repartição da riqueza.