Pelo menos 47 pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas em conflitos tribais no sul do Sudão, informou hoje a “Rádio ONU”, em Cartum.
Segundo o secretário-geral do Movimento Popular de Libertação do Sudão, Melual Shauy, os atritos ocorreram ontem entre membros da tribo Al Mendari e Dinka na região de Ureal, na província de Al Bujairat, situada no leste do Sul do Sudão.
Os enfrentamentos começaram depois de Al Mendari atacar dois rebanhos de vacas dos Dinka, que revidaram.
Com os conflitos, foi suspenso o processo de registro de eleitores na região para as eleições gerais de abril do próximo ano e o trânsito na estrada que leva à província de Al Bujairat.
O Governo do Sul do Sudão condenou hoje a tentativa de assassinato ocorrida ontem contra o ministro da Agricultura da região, Samul Kawaiji, que ficou ferido em uma emboscada a 60 quilômetros ao sul de Yuba, capital regional.
Três de seus seguranças morreram e outros cinco ficaram feridos no incidente, detalhou o ministro do Interior do Sul, Kir Shawaneq Aloneq, em entrevista coletiva.
Inicialmente, ontem, foi informado que cinco pessoas haviam morrido e outras sete, incluído o ministro, tinham ficaram feridas no ataque, motivado pela disputa de duas tribos pelo mesmo território, explicaram fontes oficiais.
O conflito do sul do Sudão explodiu em 1983 quando o regime de Cartum impôs a “sharia”, ou lei islâmica em todo o país, e os rebeldes do sul, de maioria cristã e animista, levantaram em armas.
A guerra acabou em 9 de janeiro de 2005 quando o Governo sudanês e os rebeldes assinaram um acordo de paz, pondo fim a 21 anos de um guerra que causou a morte de 2 milhões de pessoas.