O relatório destaca que ficou em 5.978 o número total de mortos e feridos entre a população civil em 2009, ano mais sangrento desde a queda do regime talibã após a invasão americana em outubro de 2001.
O número de mortos representa um aumento de 14% em relação aos dados de 2008.
De acordo com o documento, 1.681 mortes foram causadas por ações de “elementos antigovernamentais”, enquanto outros 596 morreram em ataques das forças afegãs e internacionais e outras 135 mortes não tiveram atribuição definida.
As baixas causadas pelas tropas governamentais diminuíram 28% em relação ao ano anterior, constatou a missão da ONU, que considerou que o dado “reflete as medidas adotadas pelas forças militares internacionais para executar operações de modo que se reduza o risco para os civis”.
Embora a maioria das baixas entre a população civil tenha sido registrada no sul do país, a ONU alertou que “o conflito se intensificou e foi estendido a áreas que previamente eram consideradas relativamente seguras” como a província de Kunduz, no norte do país.