Um homem foi condenado à morte e outro a prisão perpétua por participar do incidente em uma fábrica de brinquedos em Cantão (sul da China), no qual morreram dois empregados de etnia uigur, e que desencadeou os terríveis distúrbios na região noroeste de Xinjiang do julho passado.
Segundo publica hoje o jornal “Global Times”, os acusados estavam relacionados com o linchamento do dia 26 de junho na Fábrica de Brinquedos Xuri, em Shaoguan, onde morreram dois trabalhadores uigures e centenas ficaram feridos.
A imprensa chinesa informou então que o linchamento aconteceu depois que um ex-empregado chinês, descontente com a chegada dos uigures, fizesse correr o rumor falso de que tinham estuprado uma jovem.
Assim, o Tribunal Popular Intermédio de Shaoguan considerou Xiao Jianhua, o condenado à morte, como principal instigador dos fatos e o considerou achou culpado de liderar a agressão.
Por sua parte, seu companheiro Xu Qiqi foi sentenciado à prisão perpétua, enquanto outros nove detidos de etnia han foram condenados a penas de prisão de entre sete e oito anos por ataque.
Os acusados usaram barras de ferro e outros objetos contundentes no linchamento até a morte de Aximujiang Aimaiti e Sadikejiang Kaze, dois trabalhadores uigures da mesma fábrica.
Por sua parte, outros três empregados uigures também foram condenados à prisão por “usarem a violência” durante os incidentes.