Um total de 17 países, além dos da União Europeia (UE), mencionaram compromissos concretos de redução de emissões de gases de efeito estufa antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Copenhague de 7 a 18 de dezembro.Segundo dados fornecidos pela Comissão Europeia, com as ofertas que há sobre a mesa, o conjunto de países que já tinha metas de redução sob o Protocolo de Kioto alcançaria até 2020 uma redução de 13,3% pelo menos e de um máximo de 17,9%, em comparação com os níveis de 1990.A subdiretora de unidade da Direção-Geral do Meio Ambiente do Executivo comunitário, a portuguesa Rosário Bento, reconheceu em entrevista coletiva que este compromisso conjunto é insuficiente por enquanto, mas lembrou que há países que ainda não se pronunciaram e confiou em que a oferta seja mais ambiciosa em breve.Rosário também destacou que as ofertas mais ambiciosas oferecidas até agora são as de Austrália e Japão, mas afirmou que, assim como o compromisso da UE, estão condicionadas ao fato de que os outros atores internacionais realizem esforços comparáveis, um conceito que ainda não ficou claro.
Os países em desenvolvimento não são obrigados a fazer cortes efetivos de emissões, mas devem limitar o crescimento de seus níveis de dióxido de carbono (CO2).Neste contexto, o Brasil se comprometeu a limitar suas emissões a respeito de suas projeções entre 36,1% e 38,9%, a Indonésia em 26% e a Coreia do Sul em 30%.A China, por sua parte, utilizou uma referência mais indireta – redução em intensidade energética que equivale à emissão de CO2 por unidade de PIB – e prometeu para 2020 um corte de entre 40% e 45% em relação a 2005.O México assegurou que limitará suas emissões em 50% até 2050 se receber ajuda financeira internacional.