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Mundo

Commonwealth vai propor ajuda de US$ 10 bi para mudança climática

Arquivo Geral

28/11/2009 0h00

Os países da Commonwealth vão propor que a Conferência de Copenhague aprove a criação de um fundo de US$ 10 bilhões para ajudar aos países pobres a enfrentar os efeitos da mudança climática.

Em Porto of Spain, capital de Trinidad e Tobago, os líderes que participam da Cúpula da Commonwealth estão finalizando hoje a redação de uma declaração que sirva de base para o acordo em Copenhague.

A iniciativa de estabelecer um fundo de ajuda partiu do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que participa da cúpula como convidado, da mesma forma que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

Segundo fontes do Governo de Trinidad e Tobago, a criação do fundo de ajuda é indispensável para que os países em vias de desenvolvimento possam combater de maneira adequada os efeitos da mudança climática.

Isso criou uma atmosfera de otimismo na Cúpula da Commonwealth de 53 países que representam uma população de 2 bilhões de pessoas e que incluem a pequenas ilhas do oceano Índico e do Caribe e potências como o Reino Unido, Canadá, Índia, Austrália e Nova Zelândia.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que chegar a um acordo em Copenhague “está ao alcance das mãos” e ressaltou que é crescente o otimismo diante da possibilidade de a conferência da capital dinamarquesa alcançar êxito.

Nos mesmos termos se pronunciou o primeiro-ministro dinamarquês ao considerar que agora acredita que em Copenhague possa ser conquistado um acordo para substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

Brown adiantou que a ajuda financeira aos pequenos países poderia estar disponível já a partir do próximo ano, antes do início da aplicação das medidas de redução das emissões de gases poluentes que certamente serão aprovadas em Copenhague.

“Os países pobres devem saber que as nações mais ricas vão ajudá-los a adaptarem-se à mudança climática”, assinalou Brown.

O êxito da Conferência de Copenhague depende em grande parte do compromisso dos Estados Unidos e da China, os dois países mais poluentes do mundo, para chegar a compromissos firmes nos cortes das emissões de carbono à atmosfera.

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