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Comitiva de Trump no Qatar desfila em carros da Tesla, e presidente deve ganhar avião

Musk, inclusive, faz parte da delegação americana

Redação Jornal de Brasília

14/05/2025 20h46

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O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, antes de posar para uma foto de família com líderes do Golfo durante uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), composto por seis nações, em Riad, em 14 de maio de 2025. (Foto de Brendan SMIALOWSKI / AFP)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

No primeiro grande giro internacional de seu segundo mandato, Donald Trump tem sido recepcionado com extravagância e gestos simbólicos que parecem bajular o presidente e os demais integrantes da delegação dos Estados Unidos.

No Qatar, o segundo de três países incluídos no roteiro de Trump para o Oriente Médio, uma cena chamou a atenção nesta quarta-feira (14): a comitiva do presidente americano foi conduzida por dois veículos Cybertruck, da Tesla, empresa cujo proprietário é o bilionário Elon Musk, braço-direito do líder republicano.

Musk, inclusive, faz parte da delegação americana. Em Doha, a capital qatari, o empresário se encontrou nesta quarta com o xeque Bandar bin Saoud al-Thani, o presidente do Banco Central no país do Golfo. De acordo com a imprensa local, eles discutiram finanças e investimentos globais, entre outros assuntos.

Trump e os demais integrantes da comitiva americana desembarcaram no Oriente Médio com o objetivo declarado de não falar de política e focar apenas em negócios -o presidente quer assinar acordos de investimentos que atinjam um valor combinado de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,6 trilhões), uma quantia avassaladora de dinheiro que equivale a todo o PIB da Arábia Saudita, o primeiro destino da viagem.

Parte dessa meta foi alcançada em Doha com a concretização de um acordo, bastante celebrado por Washington, para a compra de jatos da americana Boeing. A Casa Branca disse que os negócios, envolvendo também outros setores, chegam a US$ 243 bilhões (R$ 1,3 trilhão). Já Trump disse que o pedido feito pela companhia Qatar Airways é o maior recebido pela fabricante dos EUA na história.

A companhia aérea estatal fechou acordo de US$ 96 bilhões para comprar até 210 aeronaves Boeing 787 Dreamliner e 777X fabricadas nos EUA, segundo Washington. Não foram divulgados prazos para o pedido.

Antes de o acordo ser concretizado, agências de notícias informaram que a família real do emirado estava prestes a oferecer a Washington um Boeing 747-8, estimado por especialistas em US$ 400 milhões (R$ 2,27 bilhões). O avião pode ser o item mais caro já doado ao governo dos EUA na história da diplomacia americana. “Eu agradeço muito e nunca recusaria uma oferta desse tipo. Eu teria de ser muito burro para dizer ‘não, não quero um avião muito caro de graça'”, disse Trump sobre o assunto.

Na Arábia Saudita, o primeiro destino de Trump em seu giro pelo Oriente Médio, o presidente americano teve uma recepção luxuosa. O republicano desembarcou no Terminal Real, uma seção especial do Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, a capital saudita, e se deparou com uma delegação de empresários e membros da realeza -incluindo o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, governante de fato da região.

Trump disse que a Arábia Saudita se comprometeu a investir US$ 600 bilhões por meio de dezenas de acordos nos setores de defesa, inteligência artificial e energia. No entanto, não ficou claro em que período o dinheiro seria investido, e analistas alertaram que alguns dos acordos podem não se concretizar.

Tanto na Arábia Saudita quanto no Qatar, vários caças da Força Aérea escoltaram o avião que transportou Trump. No primeiro destino, a comitiva do presidente também foi acompanhada por cavalos árabes brancos, uma cena que, segundo a imprensa americana, parecia a de um integrante da realeza.
Depois do Qatar, Trump fecha o giro ao Oriente Médio com visita aos Emirados Árabes Unidos.

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