O Comitê Nobel Norueguês defendeu hoje a decisão de conceder o prêmio da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por seus esforços a favor da diplomacia internacional, frente às críticas dos que consideram a escolha prematura.
“Obama recebeu o prêmio exatamente pelo que conseguiu”, afirmou o secretário do comitê, Thorbjorn Jagland, em Oslo, acrescentando que o comitê sabia de antemão que sua decisão geraria polêmica e surpresa.
Jagland rejeitou as críticas dos que argumentam que Obama não conseguiu ainda seus objetivos e referiu-se à argumentação do prêmio, anunciado na sexta-feira passada, na qual ressaltava Obama pelos “esforços extraordinários para reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”.
O Comitê Nobel destacou também a especial importância à visão de Obama e seu trabalho por “um mundo sem armas nucleares”.
Jagland disse na sexta-feira, ao comunicar o prêmio, que seu propósito ao concedê-lo a Obama era “reforçar a diplomacia e as instituições internacionais” e enviar um “sinal claro” ao mundo.
“Não concordamos com que Obama não tenha conseguido nada até agora”, disse hoje Jagland, que, assim, se uniu aos pronunciamentos de quatro membros do comitê defendendo a decisão, frente às críticas geradas no mundo todo.
A concessão do Nobel ao presidente dos Estados Unidos surpreendeu, já que, mesmo entre os 205 candidatos, pouco tinha sido mencionado, porque está há quase nove meses no cargo.
Além disso, o prazo para apresentar candidaturas termina sempre no início de fevereiro, ou seja, menos de um mês depois que Obama assumiu o cargo de presidente.
Jagland já havia rejeitado na sexta-feira essas críticas, ao lembrar que o Comitê Nobel premiou antes pessoas que iniciaram processos políticos em nível mundial.