O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos rejeitou hoje a inclusão da opção pública em um ambicioso plano de reforma de saúde, que promete dar margem para uma luta campal entre congressistas a favor e contra a ideia do Governo de aumentar a concorrência no setor.
Durante a votação, o Comitê, formado por 13 democratas e dez republicanos, rejeitou duas emendas dos senadores democratas Charles Schumer e John Rockefeller, que autorizavam o Governo a administrar um plano de seguro público.
A derrota das duas emendas significa um revés para a maioria dos democratas, que consideram que a opção pública ajudaria a melhorar a concorrência com as seguradoras privadas e reduzir as despesas de saúde.
O senador democrata Robert Menéndez, membro do Comitê, a falta de opções ou de concorrência no sistema de saúde atual não garante que as companhias de seguro médico prestem contas quanto à cobertura.
“Um plano público não seria apenas uma opção ao mercado de seguros de saúde, mas aumentaria a prestação de contas das seguradoras”, assegurou Menéndez.
Em geral, os republicanos e outros grupos conservadores, são contrários à opção pública porque a entendem como uma ingerência do Governo no livre mercado e acusam à Casa Branca de querer impor um sistema socialista no país.
A aspereza do debate sobre como reformar um sistema de saúde de US$ 2,5 trilhões, que é a máxima prioridade política do presidente Barack Obama, cresce e, a julgar pela votação de hoje, não dá sinais de abrandar.