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Comitê de Finanças do Senado dos EUA aprova versão de reforma na saúde

Arquivo Geral

13/10/2009 0h00

 O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos aprovou hoje sua versão da reforma do sistema de saúde que, segundo seus defensores, é a que mais se aproxima das prioridades do presidente americano, Barack Obama, para a cobertura médica universal no país.


Com 14 votos a favor – apenas um deles republicano – e nove contra, os 23 membros do comitê votaram a medida após horas de discussões sobre o alcance e conteúdo desta e como financiá-la sem aumentar o déficit americano.


Segundo os cálculos do Congresso dos EUA, o projeto permitirá estender a cobertura médica para 94% dos americanos e sua aplicação custará US$ 829 bilhões em dez anos.


“Esta é nossa oportunidade de fazer história”, disse ao início da sessão o presidente do comitê e defensor da medida, o democrata Max Baucus.


Em discurso feito hoje, Barack Obama disse que o resultado da votação “é outro passo” rumo à reforma do sistema de saúde do país.


Obama reconheceu que o projeto “não é perfeito” e que conta com alguns pontos de divergência os quais terão que ser resolvidos ou suprimidos antes da unificação em um único texto das cinco propostas em tramitação no Congresso.


No entanto, o presidente americano disse que o projeto conta com alguns aspectos positivos, pois “impõe limites a algumas das piores práticas da indústria seguradora, como negar a cobertura a pessoas que estão doentes antes de contratar o seguro, e cria um mercado de ofertas de seguros muito mais acessíveis para os que agora não podem contratar um”.


Antes da votação, Obama já havia elogiado a senadora republicana Olympia Snowe, a única do partido a votar a favor da reforma no Comitê de Finanças, por ser “extraordinariamente ativa” em suas deliberações com os democratas.


Durante o debate e posteriormente em entrevista coletiva, os republicanos repetiram suas críticas de que a medida pode aumentar o déficit dos EUA.


A votação chamou a atenção da imprensa americana devido ao “sim” da republicana Snowe, que rompeu com a posição de seus correligionários, o que aumenta as expectativas de que a reforma possa conseguir apoio bipartidário mais adiante.


Snowe disse que seu voto era um sinal de confiança no processo, mas não garante que votará a favor da reforma quando chegar ao plenário do Senado.


A medida será compatibilizada com a aprovada em julho pelo Comitê de Saúde do Senado americano antes da votação definitiva, que deve ocorrer nas próximas semanas.


Para se transformar em lei, a reforma precisa de 60 votos no Senado e pelo menos 218 na Câmara dos Representantes.


Ao contrário das outras quatro versões que existem no Congresso, o projeto aprovado hoje exclui a “opção pública”, na qual o Governo americano poderia concorrer com as seguradoras privadas, tal como exigem os grupos progressistas para ampliar as opções e reduzir os custos.


Além disso, proíbe que as seguradoras neguem cobertura com base em condições médicas preexistentes.


Os custos do sistema nacional de saúde representam um sexto da economia dos Estados Unidos. Mesmo assim, estima-se que 47 milhões de pessoas carecem de cobertura médica no país.



 

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