O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, cost Joaquín Almunia, information pills disse hoje que os atuais desequilíbrios globais podem impulsionar ainda mais a cotação do euro frente ao dólar.
A moeda americana está cotada a níveis mínimos frente à divisa européia e Almunia afirmou durante um discurso no Instituto Petersen, um centro de estudos de Washington, que a tendência pode chegar a se acelerar ainda mais.
Os ministros de Finanças da zona européia expressaram sua preocupação perante a persistente fraqueza do dólar, mas os Estados Unidos estão reticentes em adotar medidas para impulsionar o valor de sua moeda.
“Embora a situação por conta corrente da zona do euro seja equilibrada, uma evolução caótica (dos desequilíbrios globais por conta corrente) poderia afetar de forma desproporcional nossa economia e fazer com que a taxa de câmbio se apreciasse ainda mais contra o dólar”, afirmou o comissário, segundo o texto de seu discurso.
Almunia, que está em Washington para participar de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) afirmou que o euro já contribuiu mais do que lhe corresponde ao atual processo de ajustes globais.
Apontou, além disso, que os países da zona do euro deveriam falar com uma só voz perante o Grupo dos Sete (G7), bloco de países mais industrializados do mundo, cujos ministros de finanças se reuniram hoje em Washington, e outros organismos internacionais como o FMI, para ter assim um maior poder de negociação.
Durante seu discurso destacou que a zona do euro deve impulsionar o crescimento e a produtividade mediante reformas estruturais adicionais.
“O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da produtividade aumentaram menos que os de outras economias em uma atmosfera global de crescimento”, disse.
O comissário europeu declarou que o “progresso nas reformas estruturais foi lento” e impediu a União Européia de se beneficiar plenamente das melhoras na produtividade fruto das novas tecnologias e da maior competitividade.
“Como resultado, a capacidade dos países da zona do euro para se ajustar a sacudidas econômicas não foi tão eficiente como deveria, o que conduziu a persistentes divergências nos números de crescimento e inflação nos países da zona do euro”, disse em seu discurso.
Almunia insistiu em que, a apenas alguns meses do décimo aniversário da introdução do euro nos mercados, é preciso enfrentar as raízes do problema para reforçar a economia da zona do euro.
Destacou que “o euro demonstrou ser um sucesso econômico” e que a unidade monetária ajudará às economias européias a sortear melhor o atual ambiente de elevados preços do petróleo e das matérias-primas “que em nenhum outro momento do passado”.
Assinalou que a globalização, o envelhecimento da população, a pressão sobre o preço das matérias-primas, incluídos os alimentos, e a mudança climática, trarão desafios para a região durante sua segunda década de existência.
Afirmou que para fazer frente a esse novo cenário é necessário que os déficit orçamentários sejam baixos e a disciplina fiscal estrita.
Almunia também comemorou o fato de que o euro tenha se transformado na segunda moeda mais importante do mundo depois do dólar.