“A taxa de câmbio real efetiva do euro está se aproximando a um nível no qual claramente não refletiria mais os fundamentos econômicos”, disse Almunia, em seu discurso no Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, em inglês), o órgão que marca a estratégia do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O comissário europeu disse, em linhas mais gerais, que as “recentes taxas de câmbio são motivo de preocupação”, e acrescentou que a “crescente volatilidade nos mercados cambiais que acompanhou as turbulências financeiras indica o risco de excessos nas taxas de câmbio”.
Afirmou que os responsáveis da zona do euro acompanham com “grande atenção” a reafirmação do Governo americano de que um dólar forte é positivo para a economia.
O próprio secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, expressou nesta sexta-feira no final da reunião do G7 (os países mais industrializados) seu interesse na força da divisa, mas os EUA se mostraram reticentes a adotar medidas concretas para apoiar sua moeda.
Além disso, o responsável de assuntos econômicos da UE se referiu em seu discurso ao risco de que a economia americana entre em recessão, mas disse que a zona do euro está em uma posição “relativamente favorável” para receber esse golpe.
Almunia destacou, nesse sentido, os sólidos fundamentos econômicos da zona e o fato de que não existam “desequilíbrios macroeconômicos significativos”.