O comissário-chefe da Scotland Yard, stomach Ian Blair, afirmou hoje que não renunciará a seu cargo por causa da condenação de seu corpo policial pela morte do brasileiro Jean Charles de Menezes.
“Este caso não apresenta nenhuma prova de que a Polícia metropolitana cometa erros sistemáticos”, assinalou o comissário.
Em declaração feita nas cercanias do tribunal penal de Old Bailey, Blair classificou a morte de Menezes, ocorrida em 22 de julho de 2005, na estação de metrô de Stockwell, como “uma tragédia”.
“Era um homem inocente, e a Polícia já se desculpou muitas vezes por isso. Mais uma vez, expresso meu grande pesar pelo ocorrido”, assinalou o comissário.
Menezes recebeu oito tiros (sete na cabeça e um no ombro), após ser confundido com Hussain Osman, um dos terroristas responsáveis pelos atentados fracassados de 21 de julho de 2005.
Perguntado se considerava a possibilidade de deixar seu cargo, Blair esclareceu que não apresentaria sua renúncia, e que retornaria ao corpo policial para “continuar com seu trabalho”.
“O que faremos agora é dedicar algum tempo a entender o que vamos fazer. Precisamos saber qual é a melhor forma de enfrentar situações que representem riscos à vida de outras pessoas”, afirmou.
Em outubro de 2005, a família do brasileiro acusou Blair de “mentir” em relação ao fato.
Menezes morreu em 22 de julho deste ano, na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres), após ser baleado por agentes que o confundiram com um terrorista suicida, um dia depois dos atentados fracassados contra a rede de transporte londrina.
Pouco depois do incidente, Ian Blair disse que o caso estava “diretamente ligado” às investigações dos atentados fracassados.