A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) aprovou hoje as ajudas alemãs ao Commerzbank, health porque garantem a viabilidade a longo prazo da entidade, limitam-se ao mínimo necessário e não representam um prejuízo excessivo à concorrência.
Em dezembro, Berlim concedeu ao Commerzbank 8 bilhões de euros para ajudá-lo a enfrentar a crise financeira e planeja oferecer mais 10 bilhões de euros, lembrou a Comissão, em comunicado.
A entidade teve que recorrer à recapitalização pública devido às grandes perdas, derivadas, em grande parte, da aquisição do Dresdner Bank.
Diante da grande intervenção pública, Berlim optou pela reestruturação do modelo de negócio do Commerzbank, que se centrará nos bancos no varejo e corporativos, sem renunciar às atividades na Europa central e do leste.
A entidade vai se desfazer dos investimentos bancários mais voláteis e de suas atividades imobiliárias, o que inclui a venda de algumas filiais.
Também será suspensa a distribuição de dividendos e o pagamento de juros aos detentores de capital híbrido (ações e dívida).
Além disso, para eliminar qualquer risco de prejuízo à concorrência, o banco não poderá durante três anos adquirir nenhuma entidade ou negócio concorrente, e também não poderá oferecer a seus clientes melhores condições que os rivais em mercados ou produtos nos quais tenha cota superior a 5%.
A comissária de Concorrência da União Europeia, Neelie Kroes, disse que, para preservar a estabilidade financeira, é necessário que as entidades se adaptem às novas condições do mercado, o que implica, algumas vezes, em revisar seu modelo de negócio, para torná-lo viável a longo prazo.