O voto de “censura e repúdio ao cerco militar” é extensivo “à dura repressão do Governo golpista contra as manifestações pacíficas dos partidários do governante legítimo de Honduras”, segundo o acordo aprovado por unanimidade na comissão.
O documento acrescenta que o “cerco militar” se opõe “frontalmente às responsabilidades do Estado hospedeiro”, que estão consagradas na Convenção de Viena sobre as relações diplomáticas.
Os senadores sustentaram que “a vida do presidente Zelaya e a inviolabilidade da missão diplomática do Brasil devem ser preservadas a qualquer custo”.
Além disso, o acordo pede que “a comunidade internacional, e especialmente o Conselho de Segurança da ONU e o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), intervenham no conflito”.
O deposto líder de Honduras chegou à embaixada do Brasil na segunda-feira e desde então está na delegação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que soube da chegada de Zelaya à embaixada de seu país quando viajava a Nova York para assistir à Assembleia Geral da ONU, disse hoje que tinha falado por telefone com o chefe de Estado deposto.
Lula disse que tinha pedido a Zelaya que mantivesse a calma e não desse argumentos para uma violação da sede diplomática, mas também esclareceu que confiava que “os golpistas” não invadiriam a embaixada brasileira.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também declarou em Nova York que seu país não está disposto a “tolerar nenhuma ação contra sua embaixada” e que se coloca a possibilidade de pedir que o assunto seja tratado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.