“Propomos que as mesmas (comissões de diálogo), exercitando seu direito constitucional de pedido, recorram a quem corresponder, sob o amparo das garantias processuais estabelecidas pelo Estado de direito”, ressalta a iniciativa apresentada pela representação de Micheletti nas negociações.
A proposta acrescenta que isto “implica o compromisso das partes a pôr fim à situação enfrentada pelo país”.
Também assinala que, como consequência do acordo, “as partes ficam obrigadas e comprometidas a impulsionar o processo eleitoral em andamento para que o mesmo seja realizado em ambientes de ordem, transparência, legitimidade e ampla participação do eleitorado hondurenho”.
“Finalmente expressamos nossa vontade política para assinar imediatamente o acordo”, conclui a breve declaração lida pela porta-voz da comissão de Micheletti, Vilma Morales, do hotel onde o diálogo entre as partes foi retomado no dia 7.
A representação do presidente de fato também propôs à comissão de Zelaya que retorne hoje mesmo à mesa de diálogo, suspensa desde a sexta-feira passada, quando as partes não chegaram a nenhum acordo no ponto sobre a restituição do líder deposto.
Um dos membros da comissão de Zelaya, Víctor Meza, disse aos jornalistas que assim que receber a proposta, a analisarão, se ela tiver os requisitos que pediram. “Que seja construtiva, que seja séria, que seja inovadora”, disse.
Acrescentou que, para isso, deve estar “inspirada no espírito do Acordo de San José”, impulsionado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, mediador do conflito, e orientado a “encontrar a forma definitiva para proceder à restituição presidencial”, segundo Meza.
“Esperamos que a proposta venha mais ou menos nessa linha, com esses eixos, e se for assim, nós certamente a levaremos em conta”, disse.