O comércio exterior da China registrou em agosto uma queda anualizada de 20,6%, mas reduziu o ritmo de queda, segundo publicou hoje a Administração Geral de Alfândegas da China.
O valor total do comércio exterior chinês em agosto alcançou os US$191,7 bilhões (131,2 bilhões de euros), o que supõe 2,3% de aumento em relação a julho, pelo que a administração assume que se está revertendo a tendência de baixa.
As importações se mantiveram em US$88 bilhões de dólares, com uma baixa de 17% anualizada, e um aumento do 3,4% em relação a julho.
No entanto, as exportações registraram uma queda de 23,4% anualizada até US$103,7 bilhões, um valor que supera em 1% ao de julho.
A crise provocou uma redução das exportações, um dos pilares nos quais China baseou seu crescimento durante três décadas, o que supôs a perda de 40 milhões de postos de trabalho no país asiático, segundo um estudo recente da Academia Chinesa de Ciências Sociais.
A fim de resistir o impacto da crise, o Executivo chinês anunciou medidas de estímulo econômico no valor de meio trilhão de dólares em novembro passado destinadas a aumentar o consumo interno e o investimento em infraestruturas e propriedade.
O Birô Nacional de Estatísticas informou também outros dados econômicos que afiançam a tendência à recuperação na China como o investimento em ativos fixos, que aumentou 33% anualizado nos primeiros oito meses de 2009 (US$1,65 trilhões).
Entre janeiro e agosto o investimento no setor agrícola e pesqueiro cresceu 60,4% anualizado, no industrial, 27% e no de serviços, comércio e finanças, 37,3%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC)baixou 1,2% em agosto com relação ao mesmo mês de 2008, embora os preços de alguns alimentos básicos, como a carne de porco, subiram esse mês até 10%.
A média de declive de agosto foi de 0,6 pontos percentuais inferiores à de julho, e supõe o sétimo mês de queda consecutiva após sua primeira queda, em fevereiro, desde outubro de 2002.