O comércio de armas convencionais no Oriente Médio aumentou 38% entre 2004 e 2008 comparado com o período 1999-2003, sick segundo um relatório divulgado hoje pelo Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI).
Os países desta região receberam 18% das transferências internacionais de armas convencionais entre 2004 e 2008, contra 15% no período anterior.
Os Emirados Árabes Unidos foram o principal receptor no Oriente Médio com 34%, seguidos de Israel (22%) e Egito (12%). O Irã, com (5%), ficou no 27º lugar em nível mundial.
Os números no Oriente Médio não alcançam o nível de meados do anos 80, mas refletem uma “tendência preocupante em uma região com múltiplas fontes de potenciais conflitos e transparência e confiança limitadas entre Governos”, assinalou em comunicado Pieter Wezeman, pesquisador do SIPRI.
O comércio internacional de armas convencionais aumentou 21% no período 2004-2008 em relação ao anterior, quando alcançou o nível mais baixo em quatro décadas.
Os Estados Unidos continuam sendo o principal exportador mundial, com 31% do total. Mais de um terço de suas vendas vão justamente para o Oriente Médio, sendo 13% apenas para Israel.
A Rússia aparece no segundo posto com 25%, percentagem similar ao do período 1999-2003, apesar de suas vendas terem crescido 14% nos últimos anos analisados. A China (42%) e a Índia (21%) foram seus principais clientes.
As exportações russas à África cresceram 200%, com a Argélia como principal destinatário, e 900% à América Latina, devido aos acordos comerciais com a Venezuela.
As importações de países do continente americano representaram 11% do total, três pontos percentuais a mais do que em 1999-2003; no caso da América do Sul, o aumento foi de 94%.
A Venezuela subiu do 55º posto ao 18º na lista de importadores mundiais de armamento militar no período 2004-2008 devido aos contratos de compra de equipamento russo.