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Comentário do presidente Lula gera reação do Governo da Bolívia

Arquivo Geral

05/02/2010 11h50

O Governo da Bolívia disse hoje que o Brasil deve honrar com o contrato de compra de gás natural, à margem da “boa vontade” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informaram hoje meios de imprensa locais.

O vice-presidente do país, Álvaro García Linera, e o ministro da Presidência, Oscar Coca, fixaram a posição depois que Lula disse que embora o Brasil seja autossuficiente em gás seguirá comprando o energético à Bolívia para ajudá-la porque é “um país pobre”.

“Dentro de pouco vamos bater com a mão no peito e dizer temos gás suficiente. Vamos continuar comprando gás da Bolívia porque é um país pobre e temos que ajudá-lo”, disse Lula nessa semana na inauguração de um gasoduto.

Com relação a isso, García Linera sustentou na quinta-feira que entre Bolívia e Brasil há um contrato de “cumprimento obrigatório” que estabelece sanções se não o acordo não for cumprido.

O convênio prevê que a Bolívia ofereça ao Brasil pelo menos de 22 milhões de metros cúbicos diários ou pague uma penalidade, se o Brasil consumir menos deve pagar pelo volume acordado.

“São contratos. Independentemente da boa vontade dos governantes, há contratos que devem ser cumpridos”, disse o vice-presidente, segundo cita hoje o jornal “La Razón”.

García Linera sustentou que “não há país no mundo” que se considere uma potência que deixe de comprar gás embora alcance a autossuficiência, pois o que faz rico é guardar as reservas.

O ministro boliviano da Presidência, Oscar Coca, que antes deste cargo foi titular do ministério de Hidrocarbonetos, enfatizou que quando se faz um contrato não estão em jogo “sentimentos de bondade, afeto e desafeto”.

“Os contratos se cumprem e isso não pode receber interferência de sentimentos ou com a possibilidade de dar-nos ou não dar-nos ajuda. Há um contrato assinado, com um prazo a ser cumprido”, assinalou Coca.

Desde o fim dos anos 90, o Brasil e a Bolívia têm um contrato que cabe aos produtores bolivianos fornecerem gás ao sudeste do Brasil até 2019.

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