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Começa julgamento de homens que recrutaram terroristas suicidas na Bélgica

Arquivo Geral

15/10/2007 0h00

A Justiça belga começou hoje o julgamento contra seis homens acusados do recrutamento de terroristas suicidas na Bélgica, purchase entre eles Muriel Degauque, que no dia 9 de novembro de 2005 se transformou na primeira mulher-bomba européia no Iraque.

O atentado suicida de Degauque desatou uma operação da Polícia em Bruxelas, Antuérpia, Charleroi e Riemst, na qual inicialmente foram presas 14 pessoas. Ela era casada com um belga de origem marroquina, Issam Goris, e convertida ao Islã.

Ao contrário de processos anteriores contra terroristas na Bélgica, os acusados – todos entre 29 e 34 anos – não são estrangeiros criados em uma cultura totalmente diferente, mas homens que nasceram na Bélgica e que na maioria têm nacionalidade belga.

Os seis homens negam envolvimento no caso. Eles são acusados de falsificação de documentos, associação para o crime e de serem membros de uma organização terrorista.

O principal acusado é Bilal Soughir, de 34 anos, que supostamente se encarregou de manter contato com Muriel e Goris quando eles estavam na Síria e mais tarde no Iraque.

Soughir não compareceu hoje para depor, apresentando um atestado médico que desaconselhava sua ida ao tribunal, segundo a agência de notícias “Belga”.

Goris teria morrido no Iraque alguns dias depois da mulher, enquanto se preparava para cometer outro atentado suicida.

O irmão de Bilal, Souhayeb Soughir, seria o encarregado de conseguir papéis falsos e outro tipo de material logístico, da mesma forma que Younes Loukili.

Nabil Karmun teria sido o intermediário e Sabri Boubadallah o único que não é acusado de formação de quadrilha terrorista, só de prestar ajuda a criminosos.

Pascal Cruypenninck, belga de nascimento, é o único que não é de origem estrangeira. Ele é acusado de ter doutrinado Muriel para que ela se transformasse em mulher-bomba, assim como de tentar o mesmo com outra jovem belga.

Bilal Soughir, principal acusado e suposto líder da organização, pode ser condenado a 10 anos de prisão. Os demais podem pegar até cinco anos.

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