O encontro, promovido pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), foi aberto pela ministra de Assuntos Exteriores da Grécia, Dora Bakoyannis.
“Independentemente de quem tenha razão e de quem esteja errado, a realidade é que conflitos prolongados, tensões étnicas e disputas fronteiriças não resolvidas infestam partes consideráveis da região da OSCE”, declarou a anfitriã da reunião.
Sem citar diretamente a Rússia, Bakoyannis, cujo país encontra-se à frente da Presidência rotativa da OSCE, disse que a “perda de confiança foi enorme” entre os membros da organização.
Tanto que, “mesmo se as relações de segurança na Europa melhorem agora, talvez leve anos até todos os problemas e conflitos criados serem solucionados”.
A reunião da OSCE, cuja área de influência se estende de Vancouver (Canadá) até Vladivostok (Rússia), é realizada após o curto conflito na Geórgia em agosto 2008, que tornou evidente a falta de entendimento entre o Ocidente e a Rússia.
O objetivo do encontro é dar início a um “processo” que, por um lado, confirme a OSCE como o fórum natural sobre segurança comum da América do Norte à Sibéria, e que, ao mesmo tempo, impulsione um diálogo sobre novos padrões nas relações multilaterais, especialmente entre Rússia e Ocidente.
Um elemento fundamental do debate será a proposta russa sobre um tratado vinculativo que regule as relações em matéria de segurança na Europa.
A esse respeito, o alto representante de Segurança Comum e Política Externa da União Europeia (UE), Javier Solana, disse que a OSCE quer manter sua atual estratégia: segurança, economia, direitos humanos e meio ambiente.
Sobre o conflito da Geórgia e a recusa da Rússia em russa renovar o posicionamento de observadores internacionais na região de conflito, Solana disse esperar o alcance de um novo acordo.
O primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, disse que esse conflito há muito tempo “despedaçou” as percepções existentes sobre a segurança na região da OSCE.
Por isso, declarou estar confiante no encontro de hoje e no estabelecimento de um diálogo voltado para resgatar “uma Europa unida, livre e em paz”.