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Mundo

Começa cúpula da Unasul sobre acodo militar entre Colômbia e EUA

Arquivo Geral

28/08/2009 0h00


 O presidente do Equador, Rafael Correa, atualmente à frente da União de Nações Sul-americanas (Unasul), afirmou hoje que a reunião da aliança na cidade argentina de Bariloche “pode marcar a História da América Latina”.

O chefe de Estado também se mostrou “otimista” em relação aos resultados do encontro, uma vez que os “conflitos” estão sendo tratados “de forma democrática e fraterna”.

Segundo Correa, os 12 países da Unasul se reuniram em Bariloche para “ouvir” o presidente colombiano, Álvaro Uribe, explicar o acordo militar alcançado com os Estados Unidos.

O chefe de Estado equatoriano também defendeu a manutenção de uma “agenda aberta” durante o encontro, tal como tinha pedido a Colômbia. Mas admitiu que a questão das bases será debatida durante boa parte do dia.

“A Colômbia propôs outros temas, como a corrida armamentista, a luta contra o narcotráfico e os convênios militares dos países na região. Estamos dispostos a tratar deles”, disse Correa.

“Desta reunião, podem surgir doutrinas e políticas que marquem o futuro da América Latina”, afirmou, referindo-se, por exemplo, ao “conceito da América do Sul como uma região de paz”.

“Não podemos nos enganar, existem conflitos na região, mas estamos tratando deles de forma democrática, e a integração está funcionando na abordagem destes conflitos”, frisou.

Correa também cogitou a hipótese de abordar o golpe de Estado contra Manuel Zelaya, em Honduras, “caso haja tempo e seja pertinente”. “Se não, podemos deixar este caso tão grave para alguma outra reunião da Unasul”, declarou.

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