O chefe de Estado também se mostrou “otimista” em relação aos resultados do encontro, uma vez que os “conflitos” estão sendo tratados “de forma democrática e fraterna”.
Segundo Correa, os 12 países da Unasul se reuniram em Bariloche para “ouvir” o presidente colombiano, Álvaro Uribe, explicar o acordo militar alcançado com os Estados Unidos.
O chefe de Estado equatoriano também defendeu a manutenção de uma “agenda aberta” durante o encontro, tal como tinha pedido a Colômbia. Mas admitiu que a questão das bases será debatida durante boa parte do dia.
“A Colômbia propôs outros temas, como a corrida armamentista, a luta contra o narcotráfico e os convênios militares dos países na região. Estamos dispostos a tratar deles”, disse Correa.
“Desta reunião, podem surgir doutrinas e políticas que marquem o futuro da América Latina”, afirmou, referindo-se, por exemplo, ao “conceito da América do Sul como uma região de paz”.
“Não podemos nos enganar, existem conflitos na região, mas estamos tratando deles de forma democrática, e a integração está funcionando na abordagem destes conflitos”, frisou.
Correa também cogitou a hipótese de abordar o golpe de Estado contra Manuel Zelaya, em Honduras, “caso haja tempo e seja pertinente”. “Se não, podemos deixar este caso tão grave para alguma outra reunião da Unasul”, declarou.