“O povo está colérico com aqueles que prepararam o terreno para que acontecessem os recentes incidentes e assassinatos”, afirmou o militar, citado hoje pelo site da televisão estatal por satélite iraniana “PressTV”.
“A vingança desses crimes será cobrada aos Estados Unidos, e com a ajuda de Deus, será feita”, acrescentou Naqdi, sem dar mais detalhes de sua ameaça.
No entanto, o general se referiu ao assassinato na terça-feira, em Teerã, de um cientista iraniano vinculado à energia nuclear, que, segundo ele, é “mais uma prova de que o Ocidente é contra o progresso científico e tecnológico do Irã”.
O citado pesquisador, Massoud Ali Mohmmadi, morreu há dois dias, vítima de um atentado com motocicleta-bomba, quando saía de casa, no norte de Teerã, e se preparava para ir ao trabalho.
O Irã acusou pelo atentado a CIA (agência de inteligência americana) e o Mossad (serviço secreto de Israel), em colaboração com grupos de oposição iraniana no exílio que o Teerã considera terrorista, e afirma ter provas disso.
O regime iraniano também acusa Washington de instigar os protestos que ocorrem no país desde que, há sete meses, foi reeleito o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em polêmicas eleições cujo resultado a oposição considera fraudulento.