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Mundo

Com restrições, Grécia e Chipre defendem Turquia na UE

Arquivo Geral

19/10/2009 0h00

Chipre e Grécia defenderam hoje a integração da Turquia na União Europeia (UE), mas colocaram como condição que Ancara cumpra suas obrigações e se atenha a uma série de medidas, entre elas o impulso à reunificação da ilha mediterrânea.

“A Turquia deve cumprir suas obrigações perante a UE já que, caso contrário, não poderá continuar sem obstáculos em seu caminho para a integração europeia”, declarou em Nicósia o presidente grego-cipriota, Dimitris Christofias, durante um encontro com o premiê grego, Giorgos Papandreu.

A escolha de Nicósia como sua primeira viagem oficial após ser eleito novo primeiro-ministro mostra a importância dada ao problema na agenda política de Papandreu.

“Sou a favor de uma adesão total da Turquia, mas precisa cumprir seus deveres”, disse Papandreu, que como ministro de Assuntos Exteriores entre 1999 e 2004 conduziu uma estratégia de reconciliação com a Turquia, país com que a Grécia mantém disputas territoriais há 50 anos.

Segundo Papandreu, o problema do Chipre está no fato de que “há uma ocupação”, em referência à invasão de 1974 em que o norte da ilha foi ocupado dando lugar à autodenominada República Turca do Norte do Chipre, reconhecida apenas pela Turquia.

Nesse sentido, Christofias declarou que “a solução deve de incluir o fim da ocupação militar turca no Chipre, a devolução de territórios ocupados e a retirada dos colonos”.

O Chipre entrou na UE em 2004 sem ter conseguido uma reunificação, e tanto a parte turco-cipriota como Ancara não reconhecem a autoridade de Nicósia como representante de toda a ilha.

Apesar das críticas, os dois dirigentes concordam que a adesão da Turquia à UE seria um “benefício” para seus países.

Papandreu considerou, porém, que as gestões para a adesão da Turquia à UE chegaram a “uma estagnação” e que é preciso um “novo impulso” que acelere esse processo.

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