A ocupação da casa aconteceu depois que um tribunal determinou que o imóvel pertencia a uma família judia e ordenou que os inquilinos palestinos a deixasse.
Segundo testemunhas, em torno da casa houve resistência entre os vizinhos palestinos, ativistas locais e estrangeiros que saíram em sua defesa e os colonos judeus respaldados por forças de segurança israelenses.
A família palestina que residia no disputado edifício durante décadas não estava em casa no momento, seguindo uma determinação emitida por um tribunal israelense, que proibia sua entrada no imóvel.
Uma solicitação da família para retornar a seu lar foi negada no domingo pelo tribunal da magistratura israelense, embora a decisão ainda esteja pendente de uma apelação, que será apresentada amanhã pelo advogado da família.
O porta-voz da Coordenação Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Richard Miron, expressou em comunicado sua “preocupação pela manutenção das demolições, despejos de inquilinos e ocupação por parte colonos judeus de bairros palestinos em Jerusalém Oriental ocupada”.
Além disso, descreve estes fatos como “ações provocadoras”, que “inevitavelmente geram tensões, solapam a confiança e geralmente têm trágicas consequências humanas”. O porta-voz pediu ainda o fim imediato deste tipo de medidas.