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Colômbia se diz alvo de injúrias e ministros não irão à cúpula da Unasul

Arquivo Geral

27/11/2009 0h00

Os ministros das Relações Exteriores e de Defesa da Colômbia, Jaime Bermúdez e Gabriel Silva, respectivamente, não assistirão amanhã à cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) em Quito, anunciou hoje o Governo.

“A atitude e recente escalada de injúrias contra o Governo e o povo da Colômbia não permitem prever que as discussões (…) se desenvolvam no tom de respeito, objetividade e equilíbrio temático que este fórum exige”, afirmou num comunicado oficial.

Por tal razão, “se designou uma delegação técnica dos ministérios de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para atender a reunião”, acrescentou o documento.

No mesmo comunicado afirma que a “Colômbia deseja que Unasul antecipe as tarefas que lhe foram encomendadas e está disposta a cooperar nesse propósito de maneira construtiva”.

Horas antes, o ministro da Defesa tinha antecipado a eventual ausência ao dizer que se tinha “toda a disposição” de assistir, mas não para receber “insultos”.

Um dos temas centrais da cúpula será a crise colombo-venezuelana, que se piorou depois que Colômbia assinou no último dia 30 de outubro um acordo militar com os EUA para que tropas americanas possam usar até sete bases do exército do país.

No comunicado divulgado esta noite em Bogotá se indica que “Colômbia, em uma atitude de transparência e boa fé” quando tornou público o texto do acordo de cooperação militar assinado com Washington.

Reitera que Bogotá ofereceu todas as garantias no sentido que essa iniciativa “não afetará a soberania de terceiros Estados”.

No entanto, a Colômbia reivindica que a publicação do acordo e as garantias oferecidas “devem ser correspondidas por todos os Estados-membros de Unasul, no relativo aos acordos de cooperação militar que se assinem na região e com nações extra-regionais”.

Igualmente, lembra que na reunião de 28 de agosto, em Bariloche (Argentina), os chefes de Estado da Unasul pediram desenhar “medidas de confiança frente aos acordos existentes com países da região e extra-regionais”.

Também afirma que junto a esses mecanismos se desenhem instrumentos eficazes que permitiam lutar contra o tráfico ilícito de armas, drogas, terrorismo e a presença ou ação de grupos armados à margem da lei.

“A Colômbia espera que se concretizem mecanismos de cooperação para trabalhar em todos estes temas”, especifica o documento.

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