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Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros

Governo endurece regras para entrada do equipamento no país diante do uso de drones com explosivos por grupos armados, que já causaram dezenas de mortes e centenas de feridos

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 14h16

Foto: MARTIN BERNETTI / AFP

Foto: MARTIN BERNETTI / AFP

A Colômbia restringiu a importação de drones diante dos frequentes ataques de guerrilheiros com este tipo de tecnologia em meio ao conflito armado, informou o governo nesta quinta-feira (29).

Os grupos rebeldes que operam no país adaptam explosivos a drones adquiridos no mercado convencional para atacar militares e populações, uma modalidade que transformou a guerra.

Em 2025, ao menos 8 mil ataques deste tipo deixaram 20 mortos e 297 feridos entre militares e civis, segundo o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.

A pasta ministério informou, nesta quinta-feira, que um decreto entrou em vigor para “restringir a importação de drones mediante a modalidade de tráfego postal e envios urgentes, devido ao alto risco que representam para a segurança e a defesa nacional”.

Na Colômbia, os guerrilheiros lançam explosivos artesanais a partir de drones comerciais com os quais realizaram ataques mortais, embora não sejam tão precisos quanto em guerras como a da Ucrânia, onde foram registradas operações militares com drones “camicase”.

A nova medida estabelece que os drones só poderão ingressar no país através dos pontos aduaneiros do aeroporto de Bogotá e do porto marítimo de Cartagena (norte).

“Estas ações fazem parte de uma estratégia integral voltada a reduzir os espaços da criminalidade e fortalecer a capacidade institucional”, acrescenta o comunicado do ministério.

A Inteligência militar presume que membros de guerrilhas como o ELN e os dissidentes das extintas Farc, que não assinaram o acordo de paz em 2016, receberam treinamento de grupos armados estrangeiros para realizar estes tipos de adaptações de baixo custo.

O exército colombiano apresentou, em outubro, seu primeiro batalhão de drones para atacar e se defender destes atentados.

O presidente Gustavo Petro não conseguiu, até o momento, firmar a paz com os grupos armados ilegais, um de seus objetivos desde que chegou ao poder em 2022.

O mandatário assegurou, recentemente, que a Colômbia deve fazer um investimento milionário para adquirir um sistema de defesa antidrones.

AFP

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