O Governo colombiano demonstrou consternação com as “lamentáveis condições” em que estão os policiais e militares sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), evidenciadas em provas interceptadas hoje pelo Exército do país.
Nas provas obtidas, aparecem quatro militares e seis policiais, todos presos pelo pescoço.
Armazenado em um pen drive, o vídeo foi localizado com um rebelde, identificado como Ramiro Valbuena Ospina, que foi detido no sábado e libertado nesta segunda-feira.
O Governo exige a libertação total e incondicional de todos os sequestrados. O Executivo adianta também que “denunciará ao mundo o fato das Farc estarem ferindo o direito internacional humanitário”, disse um oficial em comunicado.
Pelas imagens, foi possível identificar os sargentos do Exército Luis Moreno (Chagueza), Robinson Salcedo (Guarín), Luis Arturo García e Luis Alfonso Beltrán.
Também houve reconhecimento dos sargentos da Polícia Jorge Romero, José Forero Carrero, César Lasso Monsalve, e os intendentes Wilson Rojas, Carlos Duarte e Jorge Trujillo, todos em poder das Farc há mais de uma década.
“Os vídeos constituem uma prova do tratamento cruel que os terroristas das Farc dão aos sequestrados”, sustentou a mensagem do Governo, lida pelo comandante do Exército, Óscar González.
As imagens comprovam ainda as “péssimas condições físicas e mentais em que as Farc mantêm os quatro membros do Exército Nacional e os seis policiais, presos a grossas correntes e cadeados em torno do pescoço”.
Antes de ser divulgado à imprensa, o material foi apresentado aos familiares dos reféns.
Esta é a segunda mensagem das Farc interceptada pelo Exército desde novembro de 2007, quando os serviços de inteligência prenderam em Bogotá duas mulheres e um homem com vídeos de diversos reféns, nos quais aparecia, entre outros, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.
Betancourt foi resgatada em 2 de julho de 2008 em uma operação que reuniu militares colombianos e americanos.