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Mundo

Colômbia pode ter recebido ajuda de outro país em ataque às Farc, diz Quito

Arquivo Geral

08/05/2008 0h00

O ministro equatoriano de Defesa, ed Javier Ponce, about it denunciou hoje que durante a incursão militar colombiana em território equatoriano, recipe no dia 1° de março deste ano, a Colômbia pode ter recebido ajuda de um exército de outra nação.

A dedução vem de investigações de militares equatorianos nas quais, de acordo com Ponce, haveria indicações de que a Colômbia recebeu ajuda de outro país.

O ministro disse que existem razões “para acreditar que a Força Armada colombiana não tinha capacidade de realizar sozinha o ataque, e que pode ter contado com a participação de um Governo externo à região para a agressão de 1º de março”.

Por sua parte, a chanceler María Isabel Salvador destacou que isso “complica os processos de restabelecimento das relações com o Governo de Álvaro Uribe”, rompidas após a operação militar colombiana contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em solo equatoriano.

“O Governo equatoriano exige do Governo de (Álvaro) Uribe, sem mais demoras, que entregue os vídeos instalados nos aviões (que ultrapassaram a divisa)”, declarou Ponce à imprensa no Palácio de Carondelet, sede do Executivo.

Para o titular da Defesa, “estes vídeos registram os dados do bombardeio em Angostura”.

“A exigência já foi realizada em várias ocasiões e oficialmente em quatro ocasiões por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA). No entanto, o Governo colombiano manteve silêncio”, explicou.

Ao se referir ao bombardeio, Ponce exigiu a Bogotá que prove que a frota de aviões Super Tucano recebeu as remodelações necessárias para transportar e operar as bombas utilizadas por sistema GPS.

“Os aviões supersônicos da Força Aérea Colombiana não estão em capacidade de empregar bombas guiadas com sistema GPS, já que elas precisam de uma integração eletrônica entre o computador digital integral do avião e a bomba, o que requer um trabalho de mais de oito meses em naves mais avançadas”, sustentou.

Ponce destacou que, enquanto não foram dadas as respectivas explicações, “existirão as suspeitas de que o Governo de Álvaro Uribe não participou sozinho no ataque de 1º de março”.

No entender do ministro da Defesa, é “obrigação” da administração de Uribe frente à comunidade internacional esclarecer o fato, “mais ainda quando o Governo americano foi o primeiro a comemorar pela violação à soberania territorial de seu país”.



 

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