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Mundo

Colômbia pode aceitar intermediação de Chávez em conflito com Farc

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00

O governo colombiano não descarta a participação do presidente da Venezuela, remedy Hugo Chávez, adiposity na negociação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A negociação em andamento prevê a troca dos reféns por guerrilheiros presos. Entre os reféns está a ex-candidata presidencial, drugs Ingrid Betancourt, em cativeiro desde 2002. Apenas este ano, foram sequestradas mais de 40 pessoas, segundo o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araujo.

A mediação de Hugo Chávez foi sugestão da senadora de oposição colombiana Piedad Córdoba, designada facilitadora do acordo pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. “Na medida em que a senadora pediu que o presidente Chávez ajude, espero que as Farc entendam isso como um gesto de abertura do governo colombiano para obter a libertação de todos os colombianos sequestrados”, afirmou hoje o chanceler colombiano, que passou seis anos sequestrado pelas Farc e conseguiu fugir em 31 de dezembro do ano passado.

A Agência Bolivariana de Notícias informou que, ontem, em encontro com familiares de alguns dos sequestrados, Chávez se comprometeu a ser observador e garantidor do acordo humanitário entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano e assegurou que se empenharia na liberdade dos reféns. “Vou trabalhar duro buscando as táticas e estratégias necessárias”, afirmou às famílias dos reféns. Segundo a agência pública do governo venezuelano, Chávez disse que pedirá “com o coração” a um dos líderes das Farc, Manuel Marulanda, e ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, que facilitem a negociação. Chavez ainda informou que terá reunião com Uribe no dia 31 deste mês para tratar da mediação venezuelana.

O presidente Uribe impôs apenas duas condições para a libertação dos guerrilheiros presos, segundo Araujo. Primeiro, não aceitará a desocupação militar como condição para a liberação dos sequestrados. “Vivemos uma experiência de desocupação em cinco municípios e isso foi utilizado pelos guerrilheiros para fortalecerem-se”, justificou o chanceler da Colômbia.

A segunda condição imposta por Uribe para o chamado acordo humanitário é que os guerrilheiros que saírem da prisão não voltem à guerrilha. “A única justificativa moral para a liberação de guerrilheiros presos em razão de suas atividades terroristas e criminosas é que seja um ato que conduza à paz”.

O Brasil ofereceu ajuda à Colômbia no processo de pacificação mas, segundo o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, tal ajuda seria logística, e não de mediação de conflitos. “Essa oferta está de pé quando for considerada útil pelo governo colombiano”, garantiu Amorim. “Na medida em que as circunstâncias aconselhem, recorreremos aos amigos e irmãos do Brasil para que nos ajudem”, afirmou o ministro colombiano.

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