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Mundo

Colômbia nega ter autorizado operação para libertar 2 reféns das Farc

Arquivo Geral

14/02/2011 12h55

O Governo da Colômbia negou nesta segunda-feira ter autorizado o reatamento da operação para libertar dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que não puderam ser libertados no domingo porque, supostamente, a guerrilha teria fornecido as coordenadas erradas do local em que se encontravam.

O texto revela que o Governo “está à espera” de se reunir com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) “para receber toda a informação do sucedido na jornada de ontem (domingo) para depois tomar uma decisão a respeito das operações de libertação”.

Pouco antes da divulgação deste comunicado, Christophe Beney, chefe da delegação do CICV na Colômbia, disse em uma entrevista à “Caracol Radio” que esse organismo e a ex-senadora Piedad Córdoba, mediadora para as libertações, tinham o sinal verde do Governo do presidente Juan Manuel Santos para “seguir adiante”.

“Prefiro claramente seguir adiante e reconhecer a boa vontade do Governo da Colômbia de continuar a operação”, disse Beney, cujo organismo coordenou a missão humanitária que de quarta-feira a domingo libertou quatro reféns das Farc.

Em três fases realizadas em 9, 11 e 13 de fevereiro, as Farc entregaram os vereadores Marcos Baquero e Armando Acuña, o infante da Marinha Henry López e o policial Carlos Alberto Ocampo.

No entanto, os responsáveis pela missão não puderam libertar no domingo o major da Polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel, por um suposto erro nas coordenadas que as Farc entregaram à ex-senadora colombiana.

O interlocutor do Governo para as libertações, Eduardo Pizarro, denunciou que Solórzano e Sanmiguel não foram entregues à missão humanitária porque não estavam no lugar que tinha sido combinado com a guerrilha.

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