Menu
Mundo

Colômbia não permitirá missões aéreas clandestinas para resgate de reféns

Arquivo Geral

08/01/2008 0h00

O ministro da Defesa colombiano, pharm Juan Manuel Santos, adiposity afirmou hoje que o país não permitirá missões aéreas clandestinas para o resgate de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em entrevista coletiva, Santos disse que o Governo colombiano está disposto a permitir a libertação de “qualquer seqüestrado” sob a supervisão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) por meio de uma operação humanitária.

Advertiu, no entanto, que “qualquer aeronave” que entrar no espaço aéreo colombiano será controlada imediatamente pela Força Aérea do país. O resgate “não pode ser uma operação clandestina por via aérea”, disse.

Em dezembro, as Farc fizeram a oferta de libertar a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas, seqüestrada desde 2002, Emmanuel, o filho que ela teve em cativeiro há três anos com um guerrilheiro, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou a colocar aeronaves à disposição para o resgate, e foi criada uma comissão de negociadores de sete países – entre eles o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia -, que esperou a entrega dos seqüestrados por quatro dias em vão.

No dia em que anunciou a operação, Chávez disse que a entrega clandestina era uma opção para receber os três reféns que as Farc prometeram entregar a ele ou a um emissário.

Em 31 de dezembro, as Farc denunciaram a existência de supostas operações militares na área da libertação, o que foi desmentido pelo Executivo colombiano.

Ao mesmo tempo, descobriu-se que o menino Emmanuel poderia estar em poder de um organismo estatal de proteção infantil há dois anos.

Após o fracasso da libertação, o ex-diplomata francês Fabrice Delloye, ex-marido da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt – companheira de candidatura de Clara Rojas e também refém das Farc – declarou que esperava uma entrega “clandestina” dos seqüestrados com o apoio da Venezuela para levá-los a esse país.

Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, foi capturada junto com Clara Rojas em fevereiro de 2002 nas selvas do sudoeste colombiano.

“Nós estamos interessados em facilitar e garantir qualquer operação que tenha um fim humanitário”, disse o ministro da Defesa colombiano.

Acrescentou que, se a Cruz Vermelha for avisada sobre qualquer coordenada, o Governo colombiano oferecerá ajuda para que o resgate dos reféns “ocorra o mais breve possível”.

Na última segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, advertiu de que seu Governo não tolerará mais missões internacionais, já que o grupo que esperava a libertação dos reféns, formado por emissários de Brasil, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, França e Venezuela, era “favorável” às Farc.

O alto comissário para a Paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, relativizou hoje as declarações de Araújo e disse que delegações estrangeiras serão recebidas se cumprirem três condições: confiança e respeito em relação à Colômbia, discrição e comunicação permanente.

Ele reiterou que o Governo colombiano oferece as garantias para a libertação dos seqüestrados.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado