Colômbia levará ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), organismo ao qual ingressa este ano como membro não-permanente, sua posição “histórica de desarmamento geral”, explicou sua chanceler, María Ángela Holguín, em entrevista que publica neste domingo “El Tiempo”.
“Com esta posição tradicional, buscamos fortalecer os mecanismos e regimes multilaterais das Nações Unidas que pretendem lançar a paz e a segurança internacionais”, detalhou a ministra de Exteriores.
O objetivo da Colômbia é “deter qualquer ameaça nuclear com fins militares, venha de onde vier”, acrescentou.
Holguín lembrou que seu país é um dos signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e está “contra toda tentativa de desenvolvimento nuclear com fins militares”.
Colômbia compartilhará este ano com o Brasil, ambos como membros não-permanentes, a responsabilidade de representar à América Latina no principal órgão internacional de segurança.
Sobre o caso específico da Coreia do Norte, Holguín afirmou que a Colômbia trabalhará com o Conselho de Segurança “para evitar um confronto bélico” com Coreia do Sul.
Enquanto o desenvolvimento de energia nuclear por parte da Venezuela, a chanceler anotou que há “tranquilidade” a respeito, porque “para isso existe a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), para que os países possam optar pela energia nuclear sem que seja uma ameaça bélica”.