A representante permanente da Colômbia na ONU, Claudia Blum, entregou nesta quarta-feira ao presidente do Conselho de Segurança, o austríaco Thomas Mayr-Harting, uma nota diplomática “referente às ameaças da Venezuela” sobre “o uso da força contra a Colômbia e outros aspectos sensíveis”, aponta um comunicado.
“O Governo colombiano solicitou que a nota seja conhecida por todos os Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU”, conclui o breve comunicado.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chamou no domingo militares e a população de seu país a “se prepararem para a guerra”, ao alertar que a Venezuela poderia ser vítima de uma agressão da Colômbia promovida pelos Estados Unidos.
As relações entre Colômbia e Venezuela atravessam um período de tensão derivado do acordo militar que permite que forças americanas utilizem bases militares colombianas, o que é considerado por Chávez uma “ameaça” para a segurança regional.
No mesmo domingo, o Governo colombiano respondeu em comunicado que “não fez nem fará um só gesto de guerra contra a comunidade internacional, muito menos a países irmãos”, e anunciou que denunciará diante de fóruns internacionais as “ameaças” do líder venezuelano.
Segundo vários meios de comunicação colombianos, na nota apresentada ao Conselho de Segurança da ONU o Governo do presidente Álvaro Uribe denuncia que as “ameaças” de Chávez violam de maneira flagrante a Carta das Nações Unidas e atentam contra a paz na região.
Além disso, a Colômbia afirma na nota diplomática que a Venezuela se negou a explicar os assassinatos de pelo menos oito colombianos na zona de fronteira entre os dois países no último mês.
O Governo de Uribe também se queixa que a Venezuela impôs restrições à entrada em seu território de produtos exportados da Colômbia.