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Mundo

Colômbia diz que é hora de tomar decisões de alto nível pelo bem do planeta

Arquivo Geral

21/06/2012 15h25

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quinta-feira que chegou a hora de tomar “decisões políticas do mais alto nível” para iniciar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma iniciativa de seu país incluída no documento final da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

 

 “Hoje celebro e o mundo deve celebrar que tenhamos aprovado um mandato para estabelecer os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável em áreas críticas do planeta”, declarou Santos em seu discurso perante o plenário da cúpula. Santos considerou “fundamental” estabelecer um processo depois da Rio+20 para desenvolver esses objetivos em um tempo razoável em temas essenciais para a humanidade como a água e a segurança alimentar.

 

 “Devemos começar por definir as fases técnicas e assumir decisões políticas do mais alto nível, guiados sempre por especialistas”, comentou. Os ODS, inspirados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) das Nações Unidas, buscam articular o social, o econômico e o ambiental e, segundo o governo colombiano, representam “uma das referências da agenda internacional e nacional de desenvolvimento das próximas décadas”.

 

 O líder ressaltou que, com a adoção desses objetivos, iniciativa ativamente apoiada por Guatemala, Peru e Emirados Árabes Unidos, assim como pelo G77 (grupo dos países em desenvolvimento) e pela China, se demonstra que o trabalho não foi em vão e que o legado da Rio+20 “deve seguir sempre vivo em benefício desta e das futuras gerações”.

 

 O presidente destacou que a Colômbia é guardiã de “uma boa parte do patrimônio mundial de água, florestas e solos férteis que garantem o bem-estar da humanidade”, mas apesar dessa riqueza natural que qualificou de “extraordinária”, o país também é “frágil”. Lembrou os desastres causados no ano passado pelas chuvas que transbordaram numerosos rios e inundaram a maior parte do país, um fenômeno que afetou mais de três milhões de pessoas e causou perdas equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo disse.

 

 Para resistir a esses efeitos, assinalou que seu governo está desenvolvendo iniciativas como o plano de gestão e manejo integral de águas do Rio Magdalena, o principal do país, e um modelo de compensação ambiental para que os projetos produtivos não afetem a biodiversidade.

 

 O presidente disse que justamente nesta quarta-feira seu governo declarou a proteção de uma área de 17,6 milhões de hectares para garantir a mineração sustentável em uma área de rica biodiversidade. “O que se predica no campo internacional deve traduzir-se em ações concretas em nossos países”, especificou o presidente.

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