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Mundo

Colômbia denunciará Venezuela na ONU e na OEA por explosão de pontes

Arquivo Geral

19/11/2009 0h00

O Governo colombiano anunciou hoje que denunciará à Venezuela na ONU e na Organização dos Estados Americanos (OEA) pela destruição de duas pontes artesanais na fronteira entre os dois países atribuída a membros do Exército venezuelano.

“Estes graves fatos serão denunciados ao secretário-geral da OEA e ao presidente do Conselho de Segurança da ONU”, disse aos jornalistas a vice-ministra das Relações Exteriores colombiana, Clemencia Forero.

Para o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, a explosão das pontes “representa uma violação à lei internacional, à lei humanitária, é uma agressão contra os civis”.

“Homens fardados que chegaram em caminhonetes do lado venezuelano, aparentemente do Exército da Venezuela, localizaram duas pontes para pedestres que unem as comunidades dos dois lados e dinamitaram-nas do lado venezuelano para afetar a vida normal da população civil”, relatou Silva.

O primeiro a denunciar a destruição das pontes, que ligam Ragonvalia, no departamento (estado) colombiano de Norte de Santander, com Las Delicias, na Venezuela, atravessando o rio Táchira, foi o defensor público Vólmar Pérez.

O prefeito de Ragonvalia, Elmer Gamboa, disse a rádios locais que são pontes artesanais para a passagem exclusiva de pessoas e não de veículos.

Aparentemente, as autoridades de Ragonvalia têm em seu poder um vídeo que mostra a explosão das pontes por militares venezuelanos.

Uma terceira ponte, segundo correspondentes de várias rádios locais, teria sido destruída no município vizinho de Herrán.

As relações entre Caracas e Bogotá se deterioraram nas últimas semanas após a assinatura, no final de outubro, do acordo militar que permite o uso de sete bases militares colombianas por tropas americanas.

Ontem à noite, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, chamou seu colega colombiano, Álvaro Uribe, e o chanceler deste país, Jaime Bermúdez, de “desgraçados” após críticas deste último à União de Nações Sul-americanas (Unasul) por seu silêncio frente ao discurso belicista de Caracas.

Uribe se negou a responder hoje às “ofensas” de Chávez.

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