O Governo da Colômbia deu por encerrada hoje a missão encomendada em agosto ao presidente da Venezuela, this Hugo Chávez, shop para buscar um acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que permitisse a libertação dos reféns da guerrilha.
O anúncio do Executivo colombiano foi lido pelo secretário de Imprensa, page César Mauricio Velásquez. O comunicado acrescentou que também foi encerrada a gestão solicitada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, à senadora de oposição Piedad Córdoba.
No comunicado, o Governo de Uribe agradeceu pela gestão realizada desde agosto por Chávez para conseguir uma aproximação com as Farc.
A administração colombiana explicou que decidiu dispensar a mediação depois de Córdoba telefonar para o comandante do Exército, general Mario Montoya, e passar o telefone ao presidente Hugo Chávez.
Na conversa por telefone, o presidente da Venezuela fez perguntas ao militar colombiano sobre os seqüestrados pelas Farc.
O escritório de Uribe lembrou a conversa entre os dois governantes na Cúpula Ibero-americana em Santiago do Chile. Na ocasião, o colombiano afirmou que não desejava que “o presidente da República Bolivariana da Venezuela se comunicasse diretamente com o Alto Comando institucional da Colômbia”.
“Em conseqüência, o presidente da República dá por encerrada a facilitação da senadora Piedad Córdoba e a mediação do presidente Hugo Chávez, a quem agradece a ajuda que estavam prestando”, disse o comunicado.
No dia 31 de agosto, Chávez aceitou a missão de buscar uma aproximação com as Farc para negociar um acordo humanitário. Ele e Córdoba se reuniram várias vezes em Caracas.
Há duas semanas, Chávez recebeu em seu escritório o guerrilheiro Luciano Marín, conhecido como “Ivan Márquez”, membro da cúpula das Farc. Enquanto isso, em Bogotá, o Governo anunciava um prazo até 31 de dezembro para que a gestão desse resultados.
As divergências de Uribe e Chávez começaram a aflorar esta semana, quando o venezuelano disse que era urgente se reunir com o fundador e chefe das Farc, Pedro Antonio Marín.
O presidente da Colômbia se irritou e disse que tinha avisado a Chávez, em Santiago, que só admitiria essa possibilidade se as Farc libertassem os reféns e iniciassem um processo de paz.
Uribe mostrou sua irritação numa cerimônia militar nesta quarta-feira. Ele avisou que as Farc podiam aproveitar a gestão de Hugo Chávez para obter ganhos políticos.
O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, e criticou a falta de provas de vida dos reféns das Farc, apesar das gestões que realizava o presidente da Venezuela. “Depois de dois meses e 22 dias, ainda não vimos nenhuma prova de vida”, disse.