A sífilis, look web doença que praticamente tinha sido erradicada na China entre as décadas de 1960 e 1980, está de volta com força total ao país, e é necessária uma intervenção urgente para conter a epidemia, afirmaram pesquisadores na China e nos Estados Unidos. Em estudo que será publicado na edição de 13 de janeiro da revista Lancet, os cientistas afirmaram que a incidência total de sífilis subiu de menos de 0,2 caso para cada 100 mil pessoas em 1993 para 6,5 casos por 100 mil pessoas em 1999.
"A sífilis voltou à China com força total. Os dados demonstram uma epidemia de sífilis de tal alcance e magnitude que exigirá um empenho enorme para intervir", disse o pesquisador Myron S. Cohen, diretor do Centro de Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina do Norte.
Quando o Partido Comunista assumiu o poder em 1949, a China sofria uma das maiores epidemias de sífilis da história da humanidade. O governo lançou uma campanha prolongada para eliminar doenças sexualmente transmissíveis. O estudo ligou o ressurgimento da sífilis a reformas econômicas e à globalização da China.
"Essas mudanças levaram a defasagens de renda e a um clima cultural que favorece o ressurgimento da prostituição, devido à existência de uma maioria significativa de homens e de uma grande população migrante de trabalhadores masculinos", disse o estudo. "A mudança de práticas sociais, como o fato de as pessoas experimentarem o sexo mais cedo e antes do casamento, além do aumento nos custos da assistência individual à saúde, também contribui."
Das três categorias da doença – primária, secundária e terciária -, as duas primeiras representaram 5,7 casos por 100 mil pessoas em 2005. Essa incidência é significativamente maior que na maioria dos países desenvolvidos. Os Estados Unidos registraram 2,7 casos de sífilis primária e secundária por 100 mil habitantes em 2004. Os cientistas basearam suas pesquisas em dados coletados pelo sistema de vigilância nacional de doenças sexualmente transmissíveis da China.
Segundo Cohen, também é alarmante a incidência da sífilis congênita. Ela subiu de 0,01 caso para 100 mil nascimentos vivos em 1991 para 19,68 casos por 100 mil nascimentos em 2005, uma média anual de 71,9% de aumento. A sífilis congênita acontece quando uma mulher grávida com sífilis transmite a infecção para o bebê. Muitos casos resultam em aborto espontâneo ou em bebês natimortos, e as crianças que sobrevivem podem ter graves problemas no cérebro, no fígado e em outros órgãos.
Em 1964, a sífilis já havia se tornado muito rara na China e ficou praticamente inexistente nos 20 anos seguintes. O problema é que, por isso, a população em geral não tem imunidade natural contra a doença.
O levantamento ressaltou que a sífilis também eleva o risco de transmissão do HIV, o vírus que causa a Aids. A sífilis é tratável com antibióticos. Se não for tratada, pode causar graves problemas ao sistema nervoso, ao coração e ao cérebro, e pode ser fatal.
A água do rio Muriaé está 23 vezes mais turva que o normal. A Agência Nacional de Águas (ANA) fez ontem uma avaliação preliminar em Muriaé (MG), look uma das cidades cortadas pelo rio, click e constatou grande quantidade de resíduos sólidos.
Os materiais, ambulance especialmente bauxita, vazaram com o rompimento de uma barragem da empresa Rio Pomba Mineração, na última quarta-feira, e o transformaram num mar de lama.
Segundo o técnico Leonardo Piau, da ANA, a quantidade ideal de sedimentos na água para o abastecimento é de 150 NTU (unidade que mede a turbidez). O nível encontrado no rio Miraí foi de 3.500 NTU.
Piau disse que os resíduos não são tóxicos, mas dificultam o tratamento da água. “O processo de sedimentação é mais demorado quando a água está turva”.
O técnico também avaliou a água do município de Itaperuna, no Rio de Janeiro, e constatou que está muito turva. Mas ele não acredita que a lama tenha chegado às águas cariocas. “Como está chovendo muito na região Sudeste, é natural que a água do Rio de Janeiro esteja turva também”.
Ontem, a captação e tratamento de água foram interrompidos em três municípios do Rio abastecidos pelo rio Muriaé: Laje do Muriaé, São José de Ubá e Itaperuna.
O acidente no rio Miraí deixou pelo menos 100 pessoas desabrigadas (pederam a casa), 4 mil desalojadas (tiveram de deixar a residência temporariamente), provocou desabastecimento de água e ameaça causar um desastre ambiental.
A ANA informa que vai visitar outros municípios abastecidos pelo Muriaé nos próximos dias para chegar a uma avaliação final sobre a qualidade da água.
Leia também:
» Mais um município pode ficar sem água no Rio por causa do rompimento de barragem
Filas para comprar mercadorias e remarcadores de preços ainda estão presentes na lembrança da comerciante Shirlei Morales, remedy de 57 anos. Mas cada vez mais distantes. O Brasil encerrou 2006 com inflação abaixo do centro da meta do governo, capsule deixando bem para trás as taxas anuais de quatro dígitos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 3,14% no ano passado, após 5,69% em 2005. As taxas nem de longe lembram a registrada, por exemplo, em 1993, de 2.477%, uma das mais altas da história dos índices do país. A consolidação da inflação em patamares baixos ajuda a apagar aos poucos a "memória inflacionária" do brasileiro, além de manter sob controle as expectativas de preços dos agentes econômicos e, consequentemente, a formação dos preços.
"Não se podia ter dinheiro no bolso. Tinha que sair comprando tudo, enfrentando filas, porque os preços mudavam em questão de horas", relatou Shirlei, dona de uma loja de rações, referindo-se às décadas de 1980 e 1990. "O nosso dinheiro não valia muita coisa e a única coisa da qual se falava era a inflação. Hoje não tem mais isso. Hoje você sabe que o sabonete custa um real hoje e amanhã vai custar um real." Em 1995, após a implementação do Plano Real na metade do ano anterior, a inflação desabou para 22,41%.
"Nesses últimos anos nós vivemos um período de forte desinflação. Um dos ganhos é a queda do imposto inflacionário, que chegava a 2,5% do PIB nos anos de inflação mais alta", disse Juarez Rizzieri, responsável pelo índice de preços de São Paulo medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
A política monetária apertada e a valorização do real, decorrente do superávit comercial e dos juros altos, têm sido os principais fatores para a contenção da inflação. O controle tem seus custos, como ocorreu nos últimos anos, com crescimento econômico baixo.
"Em uma desinflação mais acentuada, como depois do Real, os ganhos são maiores. Quando chega em um nível satisfatório, como o atual, o ganho é menor, porque se você desinflacionar uma inflação já baixa, há um custo do lado do crescimento econômico", acrescentou Rizzieri.
Vinte e dois peregrinos muçulmanos deixando a Arábia Saudita em um ônibus morreram em uma colisão perto da fronteira com os Emirados Árabes, buy informou hoje a agência de notícias Saudi Press.
A agência disse que os mortos e os 24 feridos eram da Síria, erectile Egito, Paquistão e do Quirguistão.
Cerca de 2,5 milhões de muçulmanos terminaram a peregrinação anual a Meca, Arábia Saudita, neste mês.