O Congresso Nacional Africano (CNA) convidou hoje seus partidários a comemorar a vitória eleitoral no pleito da quarta-feira na África do Sul, nurse ao conseguir 63, unhealthy 4% dos votos apurados até o momento.
Segundo os mais recentes dados da Comissão Eleitoral Independente (CEI), o CNA conseguiu 3,3 milhões de votos dos 5,3 milhões apurados, número que representa 23% dos mais de 23 milhões de eleitores registrados.
Jacob Zuma, o polêmico líder do CNA, irá à festa organizada pelo grupo em sua sede de Johanesburgo, na qual foi anunciada também a presença dos dirigentes da formação, seus aliados do Partido Comunista (SACP, em inglês) e da confederação sindical Cosatu.
Em qualquer caso, se ficar confirmada a tendência da apuração, Zuma não conseguiu revalidar a maioria de mais de dois terços, 69,75%, que o CNA tinha na Assembleia Nacional em final de mandato, que permitiam ao partido reformar a Constituição e adotar outras medidas excepcionais sem alianças.
Enquanto o CNA comemora a vitória, a adversária mais direta, Helen Zille, líder da Aliança Democrática (DA, em inglês), também se mostrava satisfeita com o avanço de seu partido, que tem 978.049 votos, 18,2% dos apurados nas eleições nacionais, muito acima do 12,5% que tinha antes.
“Esperava 15% dos votos, mas isso é muito mais”, disse hoje aos jornalistas Zille, prefeita da Cidade do Cabo e cujo partido também se transformou na principal força da província de Cabo Ocidental, que governará a partir de agora.
Enquanto o CNA conseguiu a maioria no pleito regional de oito das nove províncias da África do Sul, a DA tem leva 58,6% de votos em Cabo Ocidental, enquanto o partido governista obteve 28,2%, o que representa uma vitória considerável para Zille.
Sobre os outros grupos, o Congresso do Povo (Cope, em inglês) – uma cisão do CNA formada após a destituição do anterior presidente, Thabo Mbeki, por seu próprio partido, em setembro do ano passado – teve uma apresentação firme e se transforma na terceira força do país, com 428.760 votos, 8% dos apurados.
Por enquanto, embora a CEI calculasse que 80% dos eleitores iriam às urnas, não há dados de participação, pois muitos colégios de pelo menos três províncias – Cabo Ocidental, Gauteng e Estado Livre – acabaram as votações de madrugada.
Embora o período de votação não tenha sido ampliado e os centros eleitorais tenham fechado oficialmente às 21h (16h de Brasília) de ontem), a CEI afirmou que os colégios onde havia filas por causa da falta de material eleitoral durante a tarde manteriam as urnas abertas até que todos os presentes votassem.
O conflito criado pela falta de cédulas e urnas, além de outros materiais, em muitos centros de votação gerou protestos de praticamente todos os partidos e inclusive ameaças de denúncias contra a CEI.
Atualizada às 10h