“O que eu digo é que isso é um imperativo econômico”, afirmou Clinton, após uma reunião a portas fechadas com senadores democratas.
O ex-líder disse à imprensa que não há “uma lei perfeita”, mas, mesmo assim, insistiu em que “o pior é não fazer nada”.
Clinton foi o último presidente que tentou, sem sucesso, reformar o sistema de cobertura de saúde nos Estados Unidos, onde há cerca de 47 milhões de pessoas sem assistência médica.
Apesar do fracasso, os senadores democratas afirmam que o respeitam e admiram por ter tentado mudar a situação.
“As pessoas têm confiança nele”, disse hoje o senador democrata de Montana Max Baucus, um dos arquitetos do projeto de lei que está sendo discutido agora no Senado.
Clinton disse confiar em que todos os senadores tenham entendido sua mensagem, que “o importante não é ser perfeito”.
“É importante agir, se movimentar, colocar a bola para rodar”, disse.
A Câmara dos Representantes aprovou o projeto no sábado por 220 votos a favor e 215 contra.
O projeto da Câmara Baixa estende o seguro de saúde a 36 milhões de americanos que não têm, e com isso 96% dos cidadãos terão garantido o cuidado médico.
A ampliação dos programas públicos custará mais de US$ 1 trilhão durante dez anos, mas essa despesa será compensada com o aumento de impostos aos ricos e às multinacionais, e economias no Medicare, o sistema de seguro para os idosos.