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Mundo

Clinton pede a EUA que se mobilizem contra aquecimento global

Arquivo Geral

24/09/2007 0h00

O ex-presidente americano Bill Clinton acredita que os Estados Unidos deveriam dedicar o maior esforço econômico possível à luta contra a mudança climática, stomach como o que realizou para sua participação na Segunda Guerra Mundial.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal “Financial Times” um dia antes de começar, em Nova York, o congresso anual da Clinton Global Initiative, o ex-presidente põe em xeque a opinião de que essa luta afetará negativamente o crescimento econômico.

Segundo o jornal, esta afirmação de Clinton contradiz um recente relatório das Nações Unidas que assegura que enfrentar a mudança climática implicaria sacrifícios econômicos.

Clinton diz que não convém esperar uma redução nas emissões de dióxido de carbono pela China ou Índia a menos que os países ricos, como os Estados Unidos, liderem a luta contra os gases que causam o aquecimento da atmosfera.

O atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e os governantes de China e Índia participam hoje da Reunião de Alto Nível sobre a Mudança Climática, organizada pela ONU para discutir os compromissos que sucederão o Protocolo de Kioto a partir de 2012.

“Há formas de encontrar mais oportunidades econômicas que custos, e acho que, a menos que os Estados Unidos a liderem, nunca conseguiremos que indianos e chineses se somem a esta luta”, assegurou Clinton, que organizará o primeiro encontro de sua organização na Ásia no próximo ano, em Hong Kong.

O ex-presidente americano citou Reino Unido e Dinamarca como exemplos de países onde se criaram postos de trabalho graças a investimentos em novas tecnologias.

Ele destacou que o fato de que a Europa tenha conseguido se concentrar na eficiência energética explica por que no continente foram criados 13 milhões de postos de trabalho entre 2000 e 2005, contra 8 milhões nos Estados Unidos.

O terceiro congresso Clinton Global Iniciative contará com a presença de executivos, líderes não-governamentais e chefes de Governo, aos quais pedirá grandes compromissos financeiros para alcançar seus objetivos nas áreas da educação, energia e mudanças climáticas, saúde global e luta contra a pobreza.

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