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Mundo

Clinton insta Junta Militar em Mianmar a libertar Suu Kyi

Arquivo Geral

12/11/2009 0h00

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, insistiu hoje na necessidade que a Junta Militar de Mianmar liberte a principal líder opositora e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, no começo de uma visita às Filipinas.

Clinton disse em entrevista coletiva que a prisão domiciliar que cumpre Suu Kyi, pena que sofreu 14 dos últimos 20 anos, “carece de fundamento” e é fruto só da liderança que exerce sobre o movimento democrático.

Na quarta-feira, Clinton solicitou em Cingapura, onde participou em reunião ministerial do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), o apoio da China, Índia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) aos planos dos Estados Unidos de promover a democracia em Mianmar.

China é o maior aliado da Junta Militar de Mianmar, país que ingressou na Asean em 1997.

A diplomacia americana com Clinton ao governo deu um giro a respeito da ditadura birmanesa ao abrir a porta ao diálogo e os contatos diretos, por sua vez mantém as sanções.

O secretário de Estado adjunto americano para a Ásia Oriental e Pacífico, Kurt Campbell, e o vice-secretário do mesmo departamento, Scott Marciel, visitaram Mianmar na semana passada, a visita de autoridades americanas de mais alto nível ao país em 14 anos.

EUA querem convencer ao regime que promova eleições livres em 2010, apesar do chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, reiterar que as eleições se celebrarão sem ceder às exigências da oposição e da comunidade internacional.

Mianmar está baixo uma ditadura militar desde 1962 e não celebra eleições desde 1990, quando a Liga Nacional pela Democracia liderada por Suu Kyi venceu com mais do 82% dos votos, embora nunca foi reconhecido o resultado.

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