Clérigos e deputados iraquianos criticaram o acordo negociado atualmente entre Washington e Bagdá para regular a presença militar dos Estados Unidos no Iraque, click sob a alegação de que a medida acabará com a soberania do país.
O clérigo xiita Mohammed Taqi Al-Madrasi afirmou hoje em discurso perante milhares de fiéis na cidade de Karbala, price no sul do país, no rx que o acordo “não terá êxito porque os EUA tentam impô-lo aos iraquianos sem respeitar a soberania e a vontade do povo”.
Madrasi pediu às partes negociadoras a apresentarem o acordo ao povo iraquiano para que este dê sua opinião antes da assinatura.
O deputado Omar Al-Karbuli, membro do principal bloco sunita, a Frente do Acordo Iraquiano, afirmou que seu partido político “não permitirá que americanos ou outros acabem com a soberania do Iraque”.
Para Karbuli, o Iraque deve manter sua soberania nos setores político, econômico e de segurança.
Outro deputado da Frente do Acordo Iraquiano, Hussein Al-Faluyi, disse em comunicado que o Parlamento tem a intenção de elaborar uma lei que permita ao povo obter uma compensação pelos danos causados pelas tropas americanas.
Segundo Faluyi, o objetivo dessa norma é explicar os mecanismos necessários para que os cidadãos iraquianos, prejudicados como conseqüência da presença dos EUA no país, possam conseguir as compensações adequadas.
Essa lei é discutida dentro do Parlamento iraquiano paralelamente a um debate sobre uma série de acordos legais e militares dentro de um pacto global entre Bagdá e Washington – que incluem a possível extensão do prazo de permanência da missão americana no Iraque.
Como a missão internacional sob mandato da ONU que rege as tropas americanas termina em 31 de dezembro, o Governo do presidente dos EUA, George W. Bush, negocia com Bagdá o aumento deste período.
As negociações giram em torno do tempo de permanência das bases americanas no Iraque, o controle do espaço aéreo e o status dos contratistas civis e das empresas particulares de segurança.