A política colombiana Clara Rojas se reencontrou hoje com Emmanuel, here o filho que concebeu enquanto estava seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que se encontrava em um centro do noroeste de Bogotá sob tutela estatal.
Clara González de Rojas, mãe de Clara Rojas, e outros familiares a acompanham no encontro com seu filho, que já dura várias horas, segundo o constatou a Agência Efe no lar infantil do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF).
A diretora do ICBF, Elvira Forero, conduziu Rojas e seus familiares até o lar de Suba, localidade do noroeste de Bogotá na qual a criança permaneceu nos últimos meses.
Emmanuel estava “ávido para dar um abraço em sua mãe”, afirmou a funcionária antes que Clara Rojas pudesse visitar o menino.
O reencontro com seu filho era o momento mais esperado por Clara Rojas desde 10 de janeiro, quando as Farc a libertaram após quase seis anos de seqüestro.
A política foi libertada junto com a ex-congressista Consuelo González de Perdomo no Guaviare, departamento nas selvas do sudeste colombiano.
A operação foi comandada por uma missão humanitária liderada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e planejada pelo Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
“A criança parece estar muito bem”, antecipou Rojas ao comparecer à imprensa na plataforma da base aérea no aeroporto internacional de Eldorado (Bogotá), aonde chegou por volta das 17h05 (de Brasília) procedente de Caracas em uma aeronave militar colombiana.
A ex-candidata a vice-presidente acrescentou que depois se encontraria de “maneira privada” com Emmanuel.
O menino, que tem pai guerrilheiro, nasceu em 16 de abril de 2004 em um acampamento e permaneceu por oito meses junto com sua mãe, até que os rebeldes o entregaram doente a um camponês de El Retorno, remota localidade no Guaviare.
O camponês o levou depois ao hospital público da localidade, no qual foi internado com malária, leishmaniose, desnutrição e um braço fraturado, segundo os registros do ICBF.
A entidade estatal o recebeu com o nome de Juan David Gómez Tapiero, a identidade sob a qual viveu com o camponês até meados de 2005.
O encontro de Clara Rojas e sua família com a criança foi emocionante, segundo fontes ligadas à entidade estatal.
Rojas tinha qualificado a possibilidade de seu reencontro definitivo com Emmanuel como um “milagre”.