A ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas, link libertada na quinta-feira passada pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após cerca de seis anos de seqüestro, deixou hoje o hotel em Caracas e está disposta a voltar para Bogotá.
“Agradeço muito à Venezuela. Vou embora emocionada”, disse aos jornalistas do automóvel que a levaria ao Aeroporto Internacional de Maiquetía, próximo a Caracas, onde viajará em um avião da Força Aérea Colombiana, informou a imprensa colombiana.
Clara Rojas disse que estava muito alegre porque falta pouco para reencontrar seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro e que se encontra sob os cuidados do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF).
A ex-parlamentar Consuelo González, libertada junto com Rojas, anunciou que viajará à Colômbia amanhã e que imediatamente entregará a familiares provas de vida, enviadas pelas Farc, de outros reféns ainda em poder da guerrilha, como a ex-congressista Gloria Polanco e o ex-governador Alan Jara.
Rojas, de 44 anos e a ex-congressista González, de 57 anos, foram libertadas nas florestas do sudeste colombiano, de onde foram resgatadas por um helicóptero preparado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Após o episódio, Chávez pediu à Comunidade Internacional para tirar as Farc e o também colombiano Exército de Libertação Nacional (ELN) das listas de organizações terroristas.
O governante da Venezuela sustentou que sua proposta se encaminha rumo a um processo de paz definitivo na Colômbia, já que o conflito, ressaltou, não tem solução militar, mas o pedido foi rejeitado pelo presidente colombiano Álvaro Uribe.
As Farc entregaram Rojas e González como um ato de “desagravo” a Chávez, depois que, em novembro, Uribe decidiu cancelar seu trabalho como mediador na busca de uma troca humanitária entre reféns e guerrilheiros presos.